Instrumentos Musicais
O Imortal Fender Jazz Bass
24/08/10
Após o lançamento do Precision Bass em 1951 e dos novos modelos em 1954 e 1957, a ambiência musical dos anos que se seguiram era diferente. Apesar do sucesso do baixo elétrico, diversas empresas, potenciais concorrentes no futuro, ainda encaravam este novo instrumento com desconfiança. A dúvida era: haveria espaço suficiente no mercado para uma quarta geração de baixos Fender? A resposta apareceu por diversas vertentes: o segmento de guitarras elétricas estava em expansão. A ideia era construir um novo Contra Baixo, superior ao Precision. O novo projeto começou a sair do papel em 1959. “Queríamos que o nome soasse como uma coisa totalmente nova, um instrumento State of the Art, que pudesse ser tocado com grandes músicos e com avançadas técnicas de execução. JAZZ BASS foi o escolhido, pois a linguagem do Jazz era a mais arrojada”, diz Don Randall.
O primeiro protótipo nunca foi manufaturado e o headstock já tinha seu design consolidado. A primeira versão era equipada com um sistema de afinação da Kluson, corpo em Alder e escala em rosewood, com mesmo cumprimento do Precision, embora na junção com o capotraste e o headstock a largura fosse menor. A ponte era similar ao modelo 56, com abafadores de resina acopladores ao mecanismo para abafar as notas. A intenção era conferir ao Jazz Bass uma sonoridade próxima ao acústico. O corpo era maior que o Precision 57, um dos principais fatores de sua incrível ergonomia.
Mas um dos mais notáveis feitos do Jazz Bass, foi a substituição do sistema de captação double coil, pelo sistema single coil. Um dos captadores foi instalado perto da ponte, recuperando um pouco os médios que faltavam no antigo modelo. O outro foi instalado perto da escala, reforçando os graves e originando a notável invenção da técnica de Slap, por Larry Graham.
A segunda versão do modelo possuía três konbs, sendo um para cada volume do captador e outro para o controle de timbres. Além da magistral sonoridade do Fender Jazz Bass, sua impressionante ergonomia o transformou no Contra Baixo mais amado, aclamado e desejado no mundo dos graves.
Stand (1969) – Sly & the Family Stone
Larry Graham entrou para a história como o inventor do Slap. Isso, por si só, já lhe valeria um lugar de destaque na galeria dos mais geniais baixistas de todos os tempos. Seu instrumento, nas aventuras psicodélicas na fase clássica de Sly & The Family Stone, era um Fender Jazz Bass. Com este Baixo, Graham literalmente revolucionou o funk e a música pop, participando de discos clássicos como Stand e Fance to the Music.
That’s The Way of the World (1975) – Earth, Wind & Fire
Poucos baixistas sabem inserir tão bem suas linhas em complexos arranjos como Verdine White. Para lá de criativo, o irmão mais novo do band leader Maurice White, contribuiu e muito para o Earth, Wind & Fire se tornar uma das mais populares bandas de funk do planeta. De todos os fantásticos álbuns do grupo, “That’s the Way of the World” foi o que os mais projetou para o estrelato. A atuação de Verdine, com seu velho Fender Jazz Bass branco, em músicas como “Shining Star” e “Happpin Feelin” são verdadeiras aulas da groove.
Hell Bent for Leather (1979) – Judas Priest
Certa vez, em uma de suas raras entrevistas, o baixista Lan Hill disse que por mãos pequenas, a ergonomia do Jazz Bass era perfeita para ele. Avesso aos holofotes, Hill sempre teve uma postura discreta tocando baixo. Apesar disso, sua competência é inegável. Prova disso é sua performance nos álbuns do Judas Priest, em especial em Hell Bent for Leather, o mais bem produzido disco dessa que é uma das principais bandas de heavy metal do planeta.
Tutu (1986) – Miles Davis
Se Larry Graham inventou o Slap, foram baixistas como Marcus Miller que levaram a técnica a um refinamento inimaginável. Produzindo e gravando ao lado de Miles Davis, Miller foi co-responsável por um dos álbuns mais polêmicos e comentados do trumpetista, que irritou os puristas do jazz, graças ao uso de baterias eletrônicas e um direcionamento claramente pop. Seja como for, a performance de Miller com seu Jazz Bass é soberba.
Cama de Gato (1986) – Cama de Gato
Artur Maia é praticamente uma unanimidade nacional. O primeiro e auto-intitulado disco Cama de Gato comprova toda a versatilidade do baixista em belíssimos temas instrumentais. Destaque para “Funchal”, em que Maia esbanja técnica ao construir o tema da música sobre harmônicos de seu Fender Jazz Bass 78′.
Enfim, o Fender Jazz Bass é o tipo de instrumento que marcou história, e marca até hoje, além de ser mais um sucesso da Fender. O modelo Fender Jazz Bass é largamente copiado até hoje por diversas marcas. Por exemplo, nós da Mundomax possuímos diversos Jazz Bass de diversas marcas diferentes, Confira!
Os Instrumentos de Percussão e seus nomes
23/08/10
Os Instrumentos de Percussão estão no início de tudo, eu não diria nem que são os avós e sim os ancestrais de toda a família dos Instrumentos Musicais. Literalmente são do tempo das cavernas. Para se ter uma ideia, em muitos campos arqueológicos são encontradas representações de pessoas dançando em torno de um tambor. E ainda, Muitos objetos musicais também são encontrados, como toras de árvore fossilizadas, possivelmente usadas como tambores primitivos, e diversas versões de litofones, rochas de diversos tamanhos que eram dispostas sobre um tronco ou buraco no chão, usadas para produzir música melódica por percussão.
Afinal, o que é um Instrumento de Percussão
“Instrumento de percussão é um instrumento musical cujo som é obtido através da percussão (impacto), raspagem ou agitação, com ou sem o auxílio de baquetas.” É o mais simples e o mais complexo. Isso porque, das formas de classificação de Instrumentos Musicais, o de percussão é o monos preciso, e o que possui maior variedade, de modelos, formatos, timbres e cores. A grande maioria desses instrumentos possui função rítmica. Contudo, existem instrumentos como o xilofone, que possuem funções harmônicas e melódicas.
Embora haja uma variedade de instrumentos produzidos especificamente com essa finalidade, qualquer batuque, mesmo o mais ‘rustico’, feito com objetos comuns pode ser considerado como percussão. Ou seja, quando você era criança e batia as panelas da sua mãe, já executava um tipo estranho de percussão. Aliás é possível fazer percussão com qualquer coisa, desde quando você batuca os dedos em uma mesa até quando os mesmos batem nas antigas máquinas de escrever.
Classificação dos Instrumentos de Percussão
Embora coletivamente chamados de instrumentos de percussão, essa categoria pode ser subdividida por diversos critérios. As formas mais comuns de classificação dividem os instrumentos de percussão por definição do som (se podem produzir notas afinadas ou não), por método de execução (percussão, agitação ou atrito) ou por elemento produtor de som (idiofones, membranofones e cordas percutidas). Uma vez que nenhuma dessas formas é completa, em geral elas são combinadas. Assim podemos dizer que um xilofone é um idiofone percutido de altura definida e que um Taiko é um membranofone percutido de altura indefinida. Entendeu? Não, bem, vamos tentar explicar abaixo.
Por definição do som
Os instrumentos de percussão podem ser classificados de acordo com a possibilidade de produzirem sons de altura determinada ou indeterminada (com afinação ou não).
Altura indeterminada
A maior parte dos instrumentos de percussão. Esses são caracterizados pela ausência de escala, ou seja, produzem apenas um único som ou uma gama de sons muito reduzida. São utilizados precisamente pelo timbre e características sonoras que apresentam e geralmente possuem função puramente rítmica. Esses instrumentos produzem notas cuja altura não pode ser perfeitamente determinada, seja porque seus sons têm duração muito curta, seja por possuírem uma grande quantidade de parciais não harmônicos, ou ainda porque produzem variações aleatórias de altura ao longo de sua duração. Isso faz com que acompanhem bem, sem interferir na harmonia (sem que seus sons sejam percebidos como desafinados), canções compostas em qualquer tonalidade. São talvez a forma de instrumentos musicais mais antiga, dado que qualquer objeto consegue produzir sons simples: quer a bater, raspar, etc.
Entre eles podemos citar o agogô, afoxé, carrilhão, castanhola, chimbal, triângulo, blocos sonoros e muitos tipos de tambor.
Altura determinada
Instrumentos de percussão cuja vibração produz sons que obedecem à série harmônica e permitem a perfeita afinação de suas notas. Muitos possuem diversos componentes, cada um afinado em uma altura diferente, como os xilofones ou timbales. Outros permitem a variação de afinação durante a execução como o tímpano ou, ainda que de forma limitada, alguns tipos de tom-tom e o berimbau. Estes instrumentos podem exercer papel melódico ou harmônico em uma canção. Tecnicamente, qualquer instrumento de cordas pode ser executado por percussão e nesse caso estaria enquadrado nessa categoria (como o piano ou um violão com cordas percutidas).
Por forma de execução
Percussão propriamente dita
Instrumentos executados por impacto com o elemento produtor de som, quer seja uma pele, corda ou o próprio corpo do instrumento. Este é o meio mais comum de execução. A percussão pode ser executada com baquetas (como na bateria, gongos ou vibrafones) martelos (como alguns carrilhões), as mãos (como o bongô) ou o próprio corpo do instrumento (como as claves). Um teclado pode ser utilizado para provocar o impacto dos martelos, como na celesta ou no carrilhão.
Agitação
Instrumentos cuja execução depende da agitação, com as mãos ou outro meio, de todo o instrumento, como o caxixi, ganzá, maracas e chocalhos.
Atrito
Instrumentos em que a produção do som depende do atrito ou fricção. Este atrito pode ser realizado com baquetas (como no reco-reco e no guiro), com um pano úmido (cuíca) ou com uma rede de contas, como o xequerê e o afoxé.
Por elemento produtor de som
De acordo com a classificação Hornbostel-Sachs, os instrumentos são classificados de acordo com o elemento que vibra para produzir o som. Neste sistema, os instrumentos de percussão podem ser classificados em idiofones, membranofones e cordas percutidas.
Alguns nomes de Instrumentos de Percussão
Nos idiofones percutidos é a vibração de todo o instrumento musical que produz o som. Exemplos:
Afoxé
Bloco sonoro
Caneca
Carrilhão
Casaca
Castanhola
Caxixi
Chimbau
Chocalho
Ganzá
Pratos
Reco-reco
Sino
Sinos tubulares
Triângulo
Xequerê
Nos membranofones percutidos, o som é produzido por uma membrana esticada, tal como uma pele, tecido ou membrana de material sintético. Exemplos:
Atabaque
Batá
Bongô
Caixa (instrumento)
Cuíca
Pandeiro
Repinique
Rebolo
Surdo
Tantã (tambor)
Tambor
Tamborim
Tímpano
Tom-tom
Zabumba
Bem agora que você já está um pouco mais por dentro dos instrumentos de Percussão. Confira toda a nossa linha de Instrumentos de Percussão, são vários modelo e várias marcas. Confira! http://www.mundomax.com.br/percussao_/
Musicalização Infantil: Aprendendo a tocar um Instrumento
06/08/10
Hoje nós da Mundomax decidimos compor um artigo diferente. Voltado para mães e pais, este artigo tem o intento de provar, por A+B, o quão a música é importante na vida de uma criança, o que o ato de aprender a tocar algum instrumento musical é capaz de fazer e para qual instrumento levar seu filho.
Benefícios da Musicalização Infantil
Mas afinal o que é musicalização? Tecnicamente: é tornar um indivíduo sensível e receptivo ao fenômeno sonoro, promovendo nele, ao mesmo tempo, respostas de índole musical. Complicou? Fique tranquilo, basicamente é deixar que música aja pela música, na vida do seu filho.
Desde cedo, aliás, desde que nascemos, já estamos em contato com música, nossos pais cantam, compram brinquedos com “musiquinha”, ligam o CD da Xuxa para nos distrair, mais tarde nos ensinam a cantar “atirei o pau no gato”, e por aí vai. Parece besteira, mas você não tem ideia o quantos estes pequenos contatos com a música já mechem com a criança. Que diríamos se ensinássemos a criança a fazer música.
Bem, como prometido, vamos aos Benefícios:
Crianças que crescem ouvindo, cantando e “dançando” ao som das batidas de alguma música estão desfrutando do que cientistas chamam de “riqueza sensorial”. Sendo que, a criança está exposta à uma vasta variedade de gostos, cheiros, texturas, cores e sons. E a criança que desfruta de um ambiente tão rico e variado está absorvendo mais do que apenas diversão, está desenvolvendo seu lado intelectual, uma personalidade diferente, mais rica mais ampla.
A música é um elemento fundamental nesta primeira etapa do sistema educativo. A criança começa a expressar-se de outra maneira e é capaz de integrar-se ativamente na sociedade, porque a música o ajuda a desenvolver autonomia em suas atividades habituais, assumir cuidado de si mesmo e ampliar seu mundo de relacionamentos.
A música tem o dom de tocar as pessoas. A criança que tem contato com a música aprende a conviver melhor com outras crianças, estabelecendo uma comunicação mais harmoniosa.
Aprendendo a Tocar e a Cantar
Pesquisas mostram que crianças que têm uma participação ativa na música, tocam ou cantam: São melhores na leitura e na matemática quando começam na escola, pois já estão desenvolvendo partes do cérebro que não seriam desenvolvidas se elas não tivessem iniciado esta atividade. Foi indicado em estudos que o treinamento musical, desenvolve fisicamente partes do cérebro que estão relacionadas com o processamento de linguagem e da razão.
Uma criança que começa seu aprendizado em algum instrumento musical, é capaz de melhor concentração e controle de seus movimentos. Isso por que a criança logo percebe que se não tocar as notas na ordem correta, o som não será tão bonito quanto ela espera. E não só as notas devem seguir uma ordem pré-determinada, como os dedos devem estar firmes em posição específica. Estas exigências tornam-se em capacidade, depois em habilidade e expandem-se à vida acadêmica, tornando a criança em um aluno mais disciplinado.
Pode acreditar, a iniciação em algum instrumento musical pode melhorar, e muito, a auto-estima da criança, pois durante a apresentação da música, a criança torna-se o centro das atenções e ela vê que aquilo que está fazendo é de interesse para outros, aumentando assim a probabilidade de sucesso pessoal. A disciplina que a música provê, especialmente quando trabalhada em grupos, ajuda a criança a trabalhar mais eficientemente no ambiente escolar.
Qual instrumento musical é o ideal para meu filho?
Aulas de violão são as mais comuns quando se fala em aprender algum instrumento musical, mas, na verdade, é importante que a criança se identifique com o instrumento. Dessa forma essa aprendizagem pode gerar frutos, e quem sabe essa “brincadeira” pode se tornar uma profissão, um modo de ganhar a vida; como é o caso de muitos músicos que começaram por hobby e encontraram na música um estilo de vida.
O Violão
Mas realmente, o violão é o mais prático, além de possuir modelos infantis específicos para certas idades, é um instrumento acessível e suas aulas, de um modo geral, são as mais baratas das Escolas de Música. Pode-se tocar com ele qualquer tipo de música, e é provavelmente o instrumento mais eclético.
Porém pode-se tornar para algumas crianças, uma experiência traumática, já que é um instrumento em que os dedos precisam estar firmes nas cordas para se tirar algum som, e crianças que possuem os dedos das mãos mais sensíveis, podem machucar os dedos e ter grandes dificuldades no aprendizado. Neste caso, é bom não pressionar a criança, por que logo a prática vem, mas o melhor mesmo, é escolher outro instrumento, como o: Teclado.
O Teclado
O teclado é normalmente a escolha certa para 90% das crianças. Menos prático que violão, afinal precisa de energia elétrica para funcionar e normalmente mais caro também, o teclado é sempre a segunda opção dos pais. Mas é a que sempre indico, afinal é um instrumento super simples de aprender, e mais, para tirar som dele, não precisa nunca ter feito uma aula se quer, basta a criança pressionar as teclas e já vai sentir como é fazer “música” com as próprias mãos.
Um outro destaque do teclado é que a maioria dos modelos para iniciantes, possuem mini-cursos interativos neles. Alguns ajudam a ensinar os acordes, outros ensinam a tocar alguma músicas, ascendem as teclas… e muito mais.
Outros Instrumentos
É claro que existem muitos outros instrumentos, mas precisaríamos de um livro para descrevê-los todos aqui. Entre outros instrumentos perfeitos para musicalização infantil são os tambores, chocalhos, apitos, baterias infantis, flautas, gaitas de boca… Deixo aqui também um destaque especial para o violino, se seu filho já passou dos 10 anos, este é um instrumento belíssimo, que exige dedicação da criança, coordenação motora e ao contrário do que muitos pensam, é um instrumento baratíssimo e suas aulas idem.
Dicas da Mundomax
A Giannini possui, talvez, a melhor linha de violões para estudantes: são dois modelos de violões infantis e um modelo, de tamanho normal, de violão iniciante. Inclusive, os violões infantis possuem cores como rosa e roxo, ideais para meninas e garotos estilosos, eles possuem o som e as características de um violão clássico comum, só que em tamanho reduzido, para proporcionar mais conforto e tocabilidade a criança.
E por causa do sucesso destes violões, nós da Mundomax criamos uma tabela com os modelos e idades da criança:
Idade de 4 à 6 anos e com 95cm à 1,15m de altura: Violão 1/4 ;
Idade 5 à 8 anos e com 1,15m à 1,30m de altura: Violão 1/2;
Idade 8 à 11 anos e com 1,30m à 1,50m de altura: Violão 3/4;
Para Crianças com idade acima de 11 anos indicamos já um violão normal, não infantil. Isso porque a criança vai crescer e se desenvolver e logo vai querer um violão maior. E também para que ela não sinta a diferença no tamanho e peso do violão quando for pegar um violão normal.
Quer saber mais sobre estes violões, clique aqui.
Agora que você leu sobre a importância da Música na vida de uma criança, conheça nossa loja virtual de Instrumentos Musicais: http://www.mundomax.com.br/instrumentos_musicais
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Woodstock 1969: Três Dias de Paz, Amor e muito Rock and Roll
06/08/10
Há 41 anos, Woodstock fez nascer um dos melhores e mais geniais elencos de imortais do rock. 15, 16 e 17 de agosto de 1969, três dias de Paz, Amor e música. Este era o lema, o sonho e a religião de 650 mil pessoas que pisaram no solo roqueiro de Woodstock. Desde então, o rock nunca mais foi o mesmo.
O mundo, e especialmente os Estados Unidos, passavam por tempos conturbados. Guerras, violência, desigualdade social e muita desilusão. A década de 60, a mais desorientada do século, conhecia o seu fim com uma sensação de: “e agora?”. E foi exatamente neste clima, um tanto sombrio e amedrontador, em que quatro jovens visionários, e com algum dinheiro sobrando no bolso, John Roberts, Joel Rosenman, Artie Kornfeld e Michael Lag, decidiram, simples assim, fazer um Festival de Rock.
Woodstock aconteceria fora da cidade grande, enfatizando o clima existente de “volta ao campo”, mas a intenção sempre foi de realizar o “maior festival musical de todos os tempos”. E para atrair seu público alvo, os jovens, foram usados todos os símbolos e frases consagrados pela contracultura. O próprio slogan do evento, “três dias de paz e música” , era baseado na contracultura. O slogan continha em si o sentimento de antiguerra, o conceito da Era de Aquarius (disseminado com o musical ”Hair”), e a intenção dos organizadores de manter a paz no evento. O próprio Kornfeld explicou que festival não deveria ser pensado como construção de palcos, assinatura de contratos ou venda de ingressos. Woodstock deveria ser um estado de espírito, um acontecimento para se tornar um ícone de toda uma geração.
Os organizadores foram considerados loucos e pretensiosos por intencionarem realizar o maior festival de música já feito e reunir 100 mil pessoas. Mas Woodstock superou todas as expectativas e se revelou um verdadeiro fenômeno. Quase meio milhão de pessoas foram até Woodstock aproveitar 3 dias de mentes abertas e muito rock. O festival acarretou um dos piores engarrafamentos em Nova Iorque, mas não houve nenhum acidente ou violência durante o festival. Criou-se uma nação dentro de uma nação, reunida por seus ideais e sua vontade de se divertir, embaladas ao som de The Who, Jefferson Airplane, Jimmy Hendrix, Janis Joplin, Joe Cocker, Bob Dylan… Uma seleção dos sonhos, montada com o melhor da safra roqueira sessentista, que só precisaram de um palco para fazer história.
O evento tornou-se um verdadeiro ícone da contracultura. A força jovem e a liberdade assustaram os mais velhos e conservadores. As dimensões de Woodstock foram além das milhares pessoas reunidas no festival, tanto que as discussões sobre sua importância persistem, mesmo 3 décadas depois. E até hoje o evento divide opiniões.
Muitos dizem que Woodstock foi o fim de toda a ingenuidade e utopia que cercavam os anos 60. Outros dizem que foi o apogeu de todas as mudanças e desenvolvimento na sociedade. Mas todos concordam que o festival foi um marco importante não só para a história da música, do Rock and Roll, mas um marco cultural e uma realização para a história do homem.
Woodstock Fotos
Veja uma galeria de imagens que montamos para você: Woodstock: Quando as fotos falam por si mesmas.
Woodstock Fatos
Nome: Festival de Música e Artes de Woodstock;
Local: Bethel, cerca de 160 quilômetros de NY;
Data: 15, 16 e 17 de agosto de 1969;
Público Previsto: 100 mil pessoas;
Público Pagante: 200 mil pessoas;
Público Presente: 650 mil pessoas;
Nº de shows: 32;
Artistas:
Sexta-feira 15/08: Richie Havens, Swami Satchidananda, Sweetwater, The Incredible String Band, Bert Sommer, Tim Hardin, Ravi Shankar, Melanie, Arlo Guthrie e Joan Baez.
Sábado 16/08: Quill, Keef Hartley Band, Country Joe McDonald, John Sebastian, Santana, Canned Heat, Mountain, Grateful Dead, Creedence Clearwater Revival, Janis Joplin com a The Kozmic Blues Band, Sly & the Family Stone, The Who e Jefferson Airplane.
Domingo 17/08: The Grease Band, Joe Cocker, Country Joe and the Fish, Ten Years After, The Band, “Blood, Sweat & Tears”, Johnny Winter, “Crosby, Stills, Nash & Young”, Paul Butterfield Blues Band, Sha-Na-Na e Jimi Hendrix.
E foi exatamente assim. Das 650 mil pessoas que estiveram em Woodstock menos de 200 mil compraram ingressos. O restante derrubou as cercas e a cotoveladas conseguiram participar do festival.
Woodstock abriu – com três horas de atraso, é claro – ao som do violão de Ritchie Havens. Ele estava originalmente programado para ser a quinta atração a subir no palco. Mas até os músicos tiveram dificuldade de transpor o congestionamento de carros que levava até a pequena cidade de Bethel. Como Havens era um dos únicos artistas presentes, foi atirado ao palco para acalmar o público impaciente. “Eu só queria sobreviver!”, lembra Havens.
Além de reunir ícones como Jimi Hendrix, The Who, Janes Joplin, entre outras dezenas de estrelas, o festival também revelou talentos. Santana, o jovem mexicano que tocava em pequenos clubes de San Francisco, apresentou-se diante de um oceano de pessoas. O novato se apoderou do palco como um leão, entregando uma das performances mais memoráveis do evento. Santana entrou como um desconhecido e deixou Woodstock com o status de lenda.
Nem todos tiveram a mesma sorte. Uma das bandas mais emblemáticas da cena hippie, o Grateful Dead, tocou apenas quatro músicas. O palco estava dando choque e do amplificador do baixista Phil Lash saía a transmissão de rádio do helicóptero que sobrevoava o evento.
A desorganização foi tanta que Jimi Hendrix tocou depois do último dia do festival. Sim, o evento, que durou oficialmente de sexta a domingo, teve ainda na segunda-feira de manhã o show do guitar hero Jimi Hendrix. Restavam ainda 35 mil pessoas, que viram, provavelmente o melhor: Hendrix, e o ouviram tocar “The Star-Splanged Banner”. Ele transformou o hino americano em um protesto sem palavras contra a Guerra do Vietnan. Com sua guitarra, Hendrix intercalou a reverenciada melodia do hino com o som de bombas caindo. O músico lembrou a todos que o significado de Woodstock transcendia a música.
Foi o ponto mais alto de um movimento que morreria antes do final década. Naquele mesmo ano, 1969, os hippies comandados por Charles Manson maculariam o lema de paz e amor ao assassinar a atriz Sharon Tate. A década foi fechada pelo desastroso show dos Rolling Stones em Altmont, em San Francisco. E o assassinato de um fã cimentou de vez a aura pacifista da década.
Como escolher e Comprar suas Baquetas
26/07/10
As baquetas não são apenas dois “pauzinhos” que os bateristas e os percussionistas usam para bater em seu instrumento e engana-se quem acha qualquer baqueta serve, que são todas as iguais. A mas não são mesmo. Por isso, nós da Mundomax escrevemos este artigo, onde falamos um poco sobre nossas queridas baquetas e também damos dicas para você iniciante para não errar na hora de escolher e comprar a suas primeiras baquetas.
Antes da década de 1950, não existiam empresas especializadas em fabricar baquetas. Os próprios fabricantes de baterias e outros instrumentos de percussão, confeccionavam e comercializavam as baquetas. Também havia bem menos modelos do que atualmente e seus nomes eram dados de acordo com a aplicação.
Porém, desde aquela época, as três designações mais comuns são as baquetas “A”, “B” e “S”.
Letra “B”: era referente à “Band” (banda) e serviam para as baquetas direcionadas para bandas de teatro, “big bands” ou para orquestras.
Letra “S”: era referente à palavra “Street” (rua), e especificava os modelos feitos para serem usados em bandas marciais e/ou fanfarras.
Letra “A”: a origem para utilização desta letra é um pouco vaga. Aparentemente ela identificava as baquetas que não se enquadravam como “B” ou “S”. O mais evidente é que eram referentes à expressão “All Purpose” (de uso geral).
Os números nas baquetas servem para dar uma impressão a respeito de seus tamanhos. Nos modelos “A” e “B”, quanto maior o número, menor é a baqueta. Exemplificando, uma baqueta 2B é maior que uma 5B, uma baqueta 7A é menor que uma 5A. Já as baquetas de bandas marciais e/ou fanfarras, são designadas com esse conceito numérico ao contrário. Exemplificando, as baquetas 1S são menores que as 2S, que são menores que as 3S.
Estas identificações podem até nos confundir, além de que dificilmente encontraremos alguma fonte de informação que saberá explicar exatamente os motivos. Alguns destes detalhes foram perdidos na história.
Como Escolher as Baquetas
Bem, a escolha da “melhor” baqueta é uma decisão muito pessoal. Por falar nisso, muitos bateristas “experientes” ainda nem se quer descobriram o quanto eles podem obter maior rendimento usando a baqueta correta.
É muito comum os bateristas profissionais usarem 5 ou 6 modelos diferentes de baquetas, ou mais. A dica é sempre comprar dois ou três modelos diferentes de baquetas, para começar.
Os fatores a se considerar na escolha da baqueta incluem densidade, tipo de madeira, peso, comprimento, diâmetro, tipo de ponta (nylon ou madeira), formato da ponta… Quando escolher uma baqueta, procure pela boa qualidade da madeira. O tipo de madeira selecionada vai ter uma grande influência no balanço, no som e na durabilidade da baqueta. Alguns bateristas preferem o som natural da ponta de madeira. Outros preferem a ponta de nylon para obter um som mais aberto dos pratos. Neste caso esteja certo de selecionar uma ponta de nylon de qualidade para obter um bom resultado. O Comprimento, o peso e o diâmetro da baqueta também interessam, eles estão diretamente ligados à sua maneira de tocar e ao conforto do baterista.
Mas fique tranquilo, estas dúvidas só aparecem no começo. Depois que você se tornar mais experiente, você vai encontrar um modelo que atenda suas exigências em vários tipos de situação. A dica é sempre comprar dois ou três modelos diferentes de baquetas, para começar.
Que tipo de volume seu som requer? Um trio de jazz ou uma banda de Rock? Para cada situação o tipo de baqueta pode variar. Sinta as baquetas. Toque cada uma em diversos tipos de superfície, para sentir a “pegada” e o tipo de som produzido. De tempos em tempos é bom que você experimente novos modelos e diferentes tipos de marcas.
Tipos de Madeiras e suas Diferenças
Bem, não existe “O melhor tipo de madeira”. Sua escolha dependerá da preferência pessoal e algumas necessidades musicais específicas. Os 3 tipos de madeiras mais comumente usados na fabricação de baquetas são “American Hickory”, “White Oak” e “Hard Rock Maple”.
A Hickory é preferida dos fabricantes. Ela vem do Sudoeste dos EUA. Ela é considerada uma madeira dura, embora não seja tão densa e pesada quanto Oak. Isto não torna a Hickory melhor nem pior que a Oak. É apenas uma diferença. Essas diferenças ficam a cargo da preferência pessoal do baterista, porém, dizem que a Hickory é mais versátil e se enquadra com a maioria dos bateristas. Já a Maple é cerca de 10% mais leve que a Hickory. Muitos bateristas preferem a Maple porque ela pode ter um diâmetro maior sem aquele peso que é normalmente associado às baquetas grossas. Por outro lado, o Maple é dura bem menos que a Hickory ou a Oak.
Dicas para o uso e conservação das suas Baquetas
Qualquer baqueta, por melhor que seja, terá sua vida útil proporcional ao seu tempo de uso e a maneira como é utilizada. Porém, imprevistos podem acontecer. No site da Liverpool você encontra várias dicas que ajudam você a evitá-los. Nós relacionamos algumas destas dicas aqui:
1- Em casa, no estúdio ou nos shows, evite guardar as baquetas colocando outros objetos mais pesados sobre elas. Evite umidade ou excesso de calor. Portanto, se você é um baterista que transpira muito nas mãos enquanto toca, ao terminar, passe um pano seco. Não deixe-as expostas ao sol intenso nem invente de secar a umidade colocando-as ao forno! Seque-as na sombra com bastante ventilação.
3- Assim que você terminou de tocar, guarde os pares nas cartelas. Caso você não tenha, utilize elásticos ou qualquer outro material e compartimento que mantenha o par unido, pois tocar com baquetas que tenham desgaste nas mesmas proporções também ajuda na conservação.
4- Embora muitos bateristas tenham pegada e/ou técnicas muito peculiares dentro de um estilo musical, lembre-se que baquetas finas, como uma 7A, geralmente não aguentam muita pancada. Elas são feitas para estilos mais suaves, como o jazz, pois proporcionam maior leveza e rapidez. Para estilos pesados, como o hard-rock, prefira baquetas mais grossas, como uma 5A, 5B, 3A, 2B…
5- Estude diferentes técnicas para aplicação de rudimentos. É muito provável que você consiga atingir um bom volume, sem ter que exigir demais da resistência das suas baquetas (e peles).
Bem, hoje em dia você encontra uma variedade enorme de marcas e modelos de baquetas, ficando fácil você descobrir uma que satisfaça suas necessidades. Então, pesquise, experimente e boa sorte! E não esqueça de dar uma boa olhada das diversas baquetas que possuímos em nossa loja, confira!
Fender Stratocaster: A Guitarra mais cobiçada do planeta
09/07/10
A Fender tem vários modelos de guitarras, mas a mais importante e influente de todas é a Stratocaster. A marca foi fundada em 1946 por Leo Fender, sendo que a Stratocaster apareceu em 1954, trazendo a alavanca de vibrato, possibilitando a “torção” das cordas. Esta guitarra mudou o curso da música nas mãos de grandes mestres que imortalizaram suas imagens com ela. Jimi Hendrix, Eric Clapton, Richie Blackmore (Deep Purple), Jeff Beck, Stevie Ray Vaughn, Buddy Guy e Dave Murray (Iron Maiden) são alguns exemplos de guitarristas que dificilmente, ou nunca, sobem ao palco sem a suas respectivas Stratocasters.
A Fender Stratocaster é sem dúvida um dos, se não: o, instrumento mais revolucionário da música. Ela incendiou a alma de muitos roqueiros, blueseiros, sertanejos e jazzistas no mundo. Por isso, hoje nós da Mundomax dedicamos este artigo pra falar um pouco sobre a história da guitarra Fender Stratocaster.
Em 1951, Leo Fender, fundador da marca mais famosa de guitarras do mundo, apresentou um novo protótipo de um instrumento de corpo sólido, que chamou posteriormente de guitarra Telecaster. A Tele, como ela era e continua sendo conhecida, foi a primeira guitarra estilo espanhol de corpo sólido a ser produzida em massa para comercialização.
Porém, em 1954, Leo Fender, levemente cansado dos timbres estridentes das Telecasters, queria um instrumento novo, infalível, que não perdesse em agudos mas que tivesse graves mais poderosos que a Telecaster. Que falasse baixo, gritasse ou chorasse sem perder o timbre. Então Leo Fender se juntou George Fullerton e Freddie Tavares, e criou, simples assim, a Primeira Fender Stratocaster.
Inovações da Fender Stratocaster
A Stratocaster traria várias importantes inovações. Seu corpo possuía um novo desenho, de construção similar ao da Telecaster. Eletricamente, traria uma de suas grandes singularidades, através da adoção de 3 captadores de bobina simples (a Telecaster possuía 2) e com uma chave de 5 posições que permitia diversas associações dos mesmos, permitindo portanto uma grande variedade de sons, daí o título de guitarra mais versátil do planeta. Seus captadores eram unidades de baixa impedância, com um som mais brilhante e limpo, próximo dos instrumentos acústicos. Todo o circuito elétrico, incluindo os captadores, era montado em uma placa acrílica removível. Isto permitia que o circuito fosse todo montado fora da guitarra e posteriormente instalado na mesma em apenas uma operação, fato típico de uma produção em larga escala.
O corpo da Fender Stratocaster era esculpido visando o conforto, com rebaixo para apoio do braço e para a barriga do músico. A Stratocaster logo conquistou os músicos e hoje é até desnecessário listar todos que foram ou são apreciadores dela. Nomes como Eric Clapton, Jeff Beck, David Gilmour, Ritchie Blackmore, Jimi Hendrix, John Frusciante, apenas para citar alguns (na verdade, faltaria espaço para listar todos os músicos que são adeptos da “Strato”). A guitarra é produzida com muito sucesso até os dias atuais, e conserva suas características principais praticamente inalteradas. Com esse lançamento, a Fender passava a ser líder isolada no mercado de guitarras maciças e baixos elétricos.
Mas o mais importante, mesmo, foi a inclusão da nova ponte com Tremolo Fender. Originalmente o tremolo foi criado para permitir que os guitarristas dessem dar um bend nas cordas, simulando o efeito do pedal das guitarras steel muito populares entre os artistas de country music da época. Mas aos poucos revolucionou a forma de se tocar guitarra.
Sonoridade da Stratocaster
De um modo geral o timbre de uma Fender Stratocaster se modela ao estilo musical e jeito de tocar do guitarrista. É talvez o único modelo de guitarra que cabe perfeitamente em qualquer estilo musical.
As Stratocaster tem seu timbre conhecido como “quack”, caracterizado pela cavidade do trêmulo e sua parte/bloco de metal, sua madeira, seu corte, seus captadores e seu braço, mais longo do que as Gibson Les Paul e seu headstock. As madeiras usadas originalmente nas stratocaster são ash e alder, e vez ou outra Basswood, mas atualmente cópias feitas por luthiers e outras empresas englobam madeiras como marupá, cedro, poplar, freijó, basswood, swamp, ash e até mogno em alguns casos. Vale lembrar que a madeira e sua densidade alteram muito o timbre da guitarra, dando um som mais fechado com o cedro, ou mais brilhante com um ash(dependendo da densidade deste, que varia muito).
Curiosidades
A “Strato” (seu apelido no Brasil), foi imortalizada, nada mais nada menos que por Jimi Hendrix, que a estraçalhava no palcos. Ela possui uma longa lista de fãs convictos: Eric Clapton, que possui mais de uma centena de Guitarras Strato, é contundente: “Experimentei quase todas as guitarras que foram feitas e sempre voltei para a Stratocaster. Ela é furiosa e, ainda assim, agradável. Crua e ao mesmo tempo pura”. Uma vermelha era a preferida de Bob Marley que demonstrou grande afeto pelo instrumento ao ser sepultado junto à ela. Stratocaster foi originalmente iconizada pelos Beatles, com George Harrison e John Lennon usando o modelo, no álbum Rubber Soul, em 1965. George Harrison, guitarrista dos Beatles, tinha uma stratocaster que era originalmente azul, que comprou junto com John Lennon, e fez nela, sozinho, uma pintura psicodélica com os esmaltes de sua mulher, e a guitarra pode ser vista durante o Magical Mistery Tour, tendo notoriedade no clipe de I Am The Walrus. Desde então, a guitarra vem ganhando várias reproduções, feitas por pintores de maioria amadores. No vídeo abaixo curta Jimi Hendrix:
O “genial” Mark Knopfler (Dire Straits) apesar de usar largamente as Gibson Les Paul, é um apaixonado pela Fender Stratocaster e diz ter composto a música “Sultans of Swing” especialmente para ela. Na maioria das apresentações e álbums do Nirvana, Kurt Cobain aparece tocando guitarras Fender – de vários modelos: Mustang, Telecaster, Jaguar e Stratocaster. John Fruciante, guitarrista do Red Hot Chili Peppers, tem uma grande coleção de guitarras Fender. Sua favorita(e a mais utilizada em shows)é uma Fender Stratocaster Sunburst.
David Gilmour, que sempre utilizou Stratocasters em larga escala, dentro e fora do Pink Floyd, possui em sua coleção uma em especial, fabricada em 1954 de cor creme, que é considerada uma das primeiras Stratos fabricadas pela Fender, acredita-se que seja a Startocaster mais antiga (em perfeita condição de uso) existente. Ele dificilmente a utiliza em shows devido a sua raridade, e pode ser visto tocando com ela no Show comemorativo dos 50 anos da Fender Stratocaster em 2004 (Vídeo Abaixo).
Sérgio Dias dos Mutantes é um ávido fã da Strato, e até hoje, um dos motivos para a banda ter abandonado os palcos por quase 20 anos é a sua discussão com seu irmão Arnaldo Baptista sobre qual guitarra seria melhor: Fender ou Gibson. Outro grande herói da Fender Stratocaster foi o guitarrista Ritchie Blackmore do Deep Purple, considerado por muitos fãs até hoje como um dos melhores “Guitar Player” da Fender Stratocaster que já existiu.
Uma curiosidade que poucos conhecem é que entre os anos 1992 e 1995, a Giannini, popular indústria brasileira de instrumentos musicais, produziu sob licença da Fender americana (e sob um rigoroso controle de qualidade) um modelo de guitarra Fender Stratocaster e outro dos baixos Jazz Bass. A linha ficou conhecida como Southern Cross . O grande responsável por isso foi Carlos Assale, criador das antigas guitarras Dolphin.
As cinco décadas da Fender Stratocaster inspiraram o jornalista Tom Wheeler a escrever o livro “The Stratocaster Chronicles”, com fotos e depoimentos de designers, executivos de empresas e músicos sobre o modelo de instrumento.
Finalizando
Enfim, é com muita honra que a Mundomax dedica este artigo ao modelo de guitarra mais copiado, aclamado e enfatizado do mundo. É um prazer também trabalhar com esta marca comercialmente, para saber os modelos que trabalhamos da Fender, Clique Aqui: http://www.mundomax.com.br/fender/
13/07/1985: Live Aid e o Dia Mundial do Rock and Roll
05/07/10
13 de Julho de 1985. O mundo parou. Dois Palcos: Londres e Filadélfia. Foi um dia de Rock n’Roll. E o berço do Dia Mundial do Rock.
O rock nasceu no início da década de 50, nos EUA, e a partir daí ganhou o mundo, passando por diversas modificações sonoras e visuais. Mas é importante ressaltar que o dia mundial do rock não é apenas um dia estipulado por sua música ou pela mídia, mas também pelo seu envolvimento político e social que crescia a cada década e que foi simbolizado durante o festival de rock LIVE AID, realizado em 1985.
O fato é que no dia 13 de julho de 1985, um cara chamado Bob Geldof (vocalista do Boomtown Rats) com a ajuda do seu amigo Midge Uri, resolveu montar um Show de Rock, reunindo alguns roqueiros conhecidos. Mas desta vez não tinha nada a ver com o diabo (que, em se tratando de rock, quase sempre leva a culpa), o evento foi organizado com o objetivo de arrecadar fundos em prol dos famintos da Etiópia. Foi chamado de Live Aid.
O evento foi festejado simultaneamente em dois locais diferentes: Filadélfia-EUA e Londres-ING. Entre os roqueiros que pisaram no Live Aid, estavam nomes como: Queen, The Who, Paul McCartney, Led Zeppelin, David Bowie, Elton John, Neil Young, Eric Clapton, Bob Dylan, Mick Jagger, Keith Richards, Dire Straits, Phil Collins, Elvis Costello, Sting, B.B. King, Status Quo, Duran Duran, Sade, Madonna, Black Sabbath, Pretenders, entre muitos outros, como o próprio U2, que despontaram daí como uma banda de rock, digamos assim, filantrópica.
Eric Clapton comentou em sua autobiografia sobre os momentos que antecederam sua apresentação no festival: “Nos hospedamos no Four Seasons Hotel, onde cada quarto estava ocupado por músicos. Era a Music City, e como a maioria das pessoas, fiquei acordado a maior parte da noite na véspera do concerto. Não pude dormir de nervoso. Deveríamos subir ao palco ao anoitecer, e fiquei assistindo às apresentações dos outros músicos na TV durante a maior parte do dia, o que provavelmente foi um erro psicológico”.
Como mostram as palavras de Clapton o festival foi muito importante e tomou uma proporção monstruosa devido à diversidade de artistas a se apresentar, sem contarmos a responsabilidade dos músicos envolvidos em um projeto grandioso como esse. Aliás, como já sabemos, o evento fundou o Dia Mundial do Rock.
Londres, Estádio Wembley
Público estimado em 82.000 pessoas. O festival foi aberto nada mais nada menos, que pelo Queen, que de cara tocou “Bohemian Rapsody” sob intensa ovação, e os maneirismos do vocalista Freddie Mercury levaram toda a platéia no Wembley a bater palmas em uníssono durante “Radio Ga Ga” e a cantar junto, verso por verso, “We Will Rock You” e “We Are The Champions”. A apresentação da banda acabaria sendo eleita em uma enquete como o “Melhor Show Ao Vivo” já realizado. O ponto alto do festival.
Artistas:
Coldstream Guards, Status Quo, Style Council, Boomtown Rats, Adam Ant, Ultravox, Spandau Ballet, Elvis Costello, Austria For Afrika, Nik Kershaw, Sade, Sting (com Branford Marsalis), Phil Collins, Sting e Phil Collins (com Branford Marsalis), Howard Jones, Bryan Ferry (com David Gilmour na guitarra), Paul Young, Paul Young e Alison Moyet, U2, Dire Straits’ e Sting, Queen (apresentada pelos comediantes Mel Smith e Griff Rhys Jones), David Bowie (com Thomas Dolby no teclado), The Who, Phil Collins e Steve Blacknell, Elton John, Elton John e Kiki Dee e para fechar com chave de ouro: Paul McCartney.
Filadélfica, JFK Stadium
Público estimado em 99.000 pessoas. Quando a corda da guitarra de Bob Dylan se partiu, Ron Wood tirou sua própria guitarra e a ofereceu a Dylan. Wood ficou parado no palco sem instrumento, e depois de animar a platéia começou a tocar “air guitar”, inclusive imitando Pete Townshend ao girar seu braço em círculos, até que um assistente de palco lhe trouxe uma outra guitarra. Embora este momento não tenha sido incluído no DVD, a apresentação foi, com imagens que mostram apenas Keith Richards. Mas há quem diga que quem parou os EUA foi Robert Plant e companhia com o Led Zepellin, isso sem contar nas várias apresentações de Mick Jagger.
Artistas:
Bernard Watson, Joan Baez (apresentada por Jack Nicholson), The Hooters, The Four Tops, B. B. King, Billy Ocean, Black Sabbath (apresentado por Chevy Chase), Yu Rock Mission (tocando em Belgrado), Run-DMC, Rick Springfield, REO Speedwagon, Crosby, Stills and Nash, Judas Priest, Bryan Adams, The Beach Boys (apresentado por Marilyn McCoo), George Thorogood and the Destroyers / Bo Diddley / Albert Collins, David Bowie e Mick Jagger, Simple Minds, The Pretenders, Santana e Pat Metheny, Ashford & Simpson, Madonna, Tom Petty, Kenny Loggins, The Cars, Neil Young, Power Station, Thompson Twins, Thompson Twins com Madonna e Nile Rodgers, Eric Clapton (com Phil Collins), Phil Collins (após tomar um Concorde da Inglaterra para os EUA), Led Zeppelin (com Tony Thompson, Paul Martinez e Phil Collins), Duran Duran, Cliff Richard, Patti LaBelle, Hall & Oates (com G.E. Smith do Saturday Night Live na guitarra) / Eddie Kendricks / David Ruffin, Mick Jagger com Hall & Oates / Eddie Kendricks / David Ruffin, Mick Jagger e Tina Turner, Bob Dylan, Keith Richards e Ronnie Wood e USA for Africa (liderada por Lionel Richie).
Live AId e Dia Mundial do Rock
O Live Aid conseguiu em 16 horas de show acumular cerca de 100 milhões de dólares, totalmente destinados ao povo faminto e miserável da África. Isso é a cara do ROCK AND ROLL!
Após 20 anos do evento, BOB GELDOF realizou em julho de 2005 o LIVE 8, uma espécie de “nova edição”, onde pôde contar com uma estrutura ainda maior, além da colaboração de inúmeros músicos para a solidificação de suas idéias, às quais, ainda se fundamentam em pressionar os principais líderes mundiais (o G8) para perdoar a dívida externa das nações mais pobres do mundo. Além disso, GELDOF firma-se na proposta de liberdade, ensino, cuidados médicos básicos para todas as crianças, remédios para portadores de AIDS, entre outras metas, que se depender de seu empenho, serão no mínimo amenizadas ou repensadas pelos líderes mundiais.
O Live Aind foi um evento estrondoso, e parou o mundo para assistir o puro Rock and Roll. Tanto que, desde então o dia 13 de julho passou a ser conhecido como Dia Mundial do Rock
Piano Digital P95 Yamaha
30/06/10
O P95 é o mais novo Piano Digital da Yamaha, ele chegou para substituir seu sucesso de vendas: o P85.
Finalmente chegou no Brasil o mais novo lançamento das Teclas Yamaha, o Piano Digital P95. Só que agora ele está muito mais funcional, o P95 ganhou da Yamaha um considerável upgrade em sua qualidade de timbre, chegando muito mais próximo da expressividade de um autêntico Piano de Cauda. É a Alta Qualidade da YAMAHA em um Piano compacto e acessível.
O Piano Digital P95 da YAMAHA proporciona ao músico a dinâmica, o som real e a resposta de toque natural de um piano acústico com tecnologia Yamaha. O seu design compacto conta com um sistema interno de alto-falantes de alto desempenho.
No P-95, o músico pode optar por sons como Grand Piano, Electric Piano, Organ, Harpsichord, Vibraphone, Strings e os novos Choir e Jazz organ. Cada um destes timbres foi minuciosamente gravado e reproduzido pela Yamaha com total atenção aos detalhes.
Abaixo curta um vídeo amador de demonstração do P95:
A versatilidade do Piano Digital Yamaha P95 proporciona, além do piano, outros instrumentos de alta qualidade, incluindo pianos elétricos, órgãos, cordas e cravo mais o recurso Dual Voice que permite a combinação de dois timbres simultâneamente.
E Você pode ainda gravar sua performance com o gravador interno do P95, e reproduzir posteriormente para estudo ou acompanhamento. Para facilitar ainda mais o processo, foi incorporado um metrônomo que pode ser usado para ajudar na prática ou na gravação.
Veja abaixo suas principais características:
Teclas: 88 Teclas GHS (A-1 – C7)
Timbres: 10 Timbres Pré Definiidos;
AWM Stereo Sampling;
Polifonia: 64 Notas
Tipo de conexões: Midi (In/Out);
Phones x 2;
DC IN 12V;
Sustain;
Pedal unit (opcional).
Memória: 65KB para Canção do Usuário (aprox. 11.000 notas);
Gravação 1 Canção;
Efeitos: Tipos: Reverb;
Canções: Preset/Demo:
Canções Preset: 50.
Gravação: Canções User: 1;
Pistas: 1;
Capacidade 65KB (aprox. 11.000 Notas).
Alto-Falantes: Dimensões: (12cm x 6cm) x 2
Potência: 6W x 2
Alimentação: DC IN 12V
Acessórios inclusos: Manual do Proprietário, Pedal Sustain FC5, Porta-Partitura, My Yamaha Product User Registration.
Em nossa loja você encontra o P95 da Yamaha em dois modelos o P95B (preto) e o P95S (prata), Clique Aqui e Confira!
Trombone e seus 600 anos de idade
04/06/10
Com 600 anos de idade, o Trombone é um instrumento de classe, com muita história para contar. É uma honra para nós da Mundomax dedicarmos um artigo para este instrumento tão charmoso e de sonoridade incomparável.
O som melodioso, o porte imponente e a história acumulada em mais de 600 anos de atividades em função da boa música, fazem do trombone um dos instrumentos mais completos em termos de musicalidade, repertório e impacto sonoro. Presente nas orquestras, nas bandas de jazz e até no frevo e blocos de carnaval é a prova de que boa música não escolhe lugar, hora nem oportunidade para acontecer. Simplesmente nos encanta.
O Trombone
O Trombone é um instrumento musical de sopro pertencente à família dos metais. Consiste num longo tubo de três segmentos e que tem numa das extremidades o bocal e na outra uma campânula. Basicamente existem três tipos de trombone: o de pistão , em que o som é regulado por válvulas (pistos), o de vara, no qual um mecanismo deslizante controla a emissão sonora e o trombone híbrido, que combinas duas formas anteriores em um instrumento vulgarmente chamado de “Superbone”.
O trombone é, provavelmente, o instrumento de sopro mais facilmente reconhecido e identificado, sendo o único instrumento que verdadeiramente incorpora, na sua modalidade de “vara”, uma secção deslizante. Antes que alguém pergunte, quem toca trombone é trombonista.
Explicação sobre os Tipos de Trombones
Nas orquestras sinfônicas, o naipe dos trombones é constituído por dois trombones tenores e um trombone baixo. Inclusive, Beethoven dizia que o Trombone Tenor é o instrumento mais importante de uma orquestra.
Trombone baixo: está afinado em Fá (F). Tem o tubo mais comprido e largo que os modelos tradicionais, tornando-se por isso muito difícil de manejar a vara deslizante. Existe outro tipo de trombone baixo que é o que tem para além do registro de Fá, tem ainda o registro de Mi e ( Mi bemol em poucos casos). Este é o modelo escolhido por uma grande maioria dos trombonistas baixos profissionais. Este sistema de registros é posto em prática por duas válvulas manuseadas pelo dedo polegar e anelar da mão esquerda. Com estas mudanças de registros é necessário ajustar as posições na vara do instrumento.
Trombone tenor-baixo: utilizado como substituto do trombone baixo em algumas orquestras. É um instrumento duplo que tem o tubo com o mesmo comprimento que no modelo tenor, cujo perfil é igual ao do trombone baixo. Possui um tubo suplementar que faz a transformação do trombone tenor em baixo, fazendo a sua afinação descer de Si bemol (Bb) para Fá. Existe uma válvula rotativa que funciona com o polegar esquerdo e faz a ligação a esse tubo.
Trombone alto: apesar de ser o largamente utilizado durante o séc. XIX, sobretudo por compositores alemães e italianos, o Trombone alto hoje em dia quase não é utilizado. É um trombone em Mi bemol (Eb), de tubo mais estreito que o trombone tenor. As suas notas graves são relativamente fracas, mas no agudo o som é puro e aveludado.
Trombone contrabaixo: é em Si bemol (Bb), uma oitava do tenor. Devido ao enorme tamanho do tubo, em 1816 Gottfried Weber inventou uma dupla vara, com o tubo dobrado em quatro seções.
Trombone de Pisto: O Trombone de pistões é um instrumento que, hoje em dia está em praticamente desuso, devido as suas limitações. É um instrumento que produz uma menor quantidade de som do que os seus irmãos dotados de vara. É um instrumento que atualmente só é usado nas bandas filarmônicas e em algumas bandas de Jazz.
Do Início
O Trombone como todos os instrumentos de sopro, nasceu em troncos ocos e chifres de animais, para produzir sons com fins religiosos, festivos, guerreiros ou simplesmente estéticos. O aparecimento do Trombone de varas se dá no séc. XV entre 1410 e 1430 e tudo indica que seus primeiros construtores eram flamencos que fabricavam instrumentos de sopro para a corte de Borgonha. Os primeiros Trombones tinham pequenas campânulas em forma de funil, forma que se manteve até ao sec. XVIII, altura em que se alargaram mais, sendo o mecanismo de hoje da vara deslizante o mesmo desde o sec. XV.
Apesar das diferentes formas, construídas e reconstruídas ao longo dos séculos, o nome Trombone em si permaneceu praticamente inalterado na maior parte da sua existência. A origem da palavra trombone (utilizada no Português, Francês, Inglês e Italiano) é simples e curiosa: deriva da palavra italiana tromba (trompete) acrescida do sufixo one, o que, traduzido, significa grande trompete. Curiosamente, esta designação nem sempre foi bem aceite, razão pela qual sofreu grandes modificações em vários outros idiomas.
Um outro termo para designar o trombone utilizado por instrumentistas é a palavra inglesa “sackbut”. Francis Galpin, que dedicou uma parte considerável do seu tempo no estudo da etimologia desta palavra, sugeriu que a mesma deverá ter tido origem na palavra espanhola “sacabuche” usada no séc. XIV. Por outro lado, Curt Sachs, aponta para a palavra de origem francesa “saqueboute” (saquier + boter, isto é, puxar + empurrar), também do séc XIV, como a origem provável daquele termo.
O termo actualmente existente na Alemanha para designar o trombone é Posaune, e também tem uma história curiosa: O trombone tem como ancestral uma espécie de trompete estreito e comprido chamado Buisine e, à medida que o instrumento foi evoluindo, também o termo foi sofrendo modificações; o equivalente alemão para buisine era buzine, na idade média transformou-se em busune e, com o tempo, alterou-se para buzaun e, finalmente Posaune desde o séc. XVI.
Curiosidades sobre o Trombone
Nas bandas filarmônicas, cabe ao trombone um importantíssimo papel duplo de, por um lado sustentar harmônica e ritmicamente a condução melódica e, por outro, se constituir ele próprio como instrumento solista.
No jazz o Trombone é utilizado em Big Bands e pequenos Ensembles, sendo um dos poucos instrumentos a apresentar uma dualidade na sua utilização – Música Erudita / Jazz.
Enfim, devido aos diversos tipos de trombone usados hoje em dia, a sua utilização é bem ampla, sendo usado nas orquestras sinfônicas, jazz, passando pelos grupos instrumentais de sopros e/ou metais, Marching Bands e chegando até a música Pop.
O Trombone é sem dúvida um dos instrumentos com o timbre mais belo dos seus primos metais. E nós da Mundomax somos fãs declarados deste instrumento, Veja alguns exemplos em nosso página de Trombones, Confira! http://www.mundomax.com.br/_trombones
Guitarra Gibson Les Paul a Lenda do Rock
28/05/10
Gibson Les Paul: A paixão de quase 100% dos roqueiros, de 50% dos guitarristas, dos clássicos, dos saudosistas, dos modernos, dos atuais, em um dos modelos de guitarra mais cobiçados e amados do Mundo. Esta é a Gibson Les Paul.
Hoje nós da Mundomax, apaixonados por guitarras, vamos publicar aqui a história da guitarra mais roqueira do mundo, a Gibson Les Paul. Então ligue um Led Zeppelin, um Peter Green, um Jeff Beck ou mesmo um Slash, e viaje na história da Gibson Les Paul.
NOTA: A história original, que realmente é fato é que a guitarra Les Paul da Gibson foi desenvolvida no início dos anos 50, desenhada por Ted McCarty, dono e designer da “Gibson Guitar Corporation”, em colaboração com o popular e lendário guitarrista Les Paul, a quem a Gibson recorreu para ajudar a criar e nomear seu novo modelo de guitarra.
As Origens
Em 1950, com o lançamento da Fender Telecaster, logo a guitarra se tornou um dos instrumentos mais populares, e a Fender ia ganhando espaço no mercado com isso. Como uma sacada inteligente, Ted McCarty trouxe um dos músicos mais populares da época para ser o endorser da Gibson.
Na verdade, o Les Paul, nos idos dos anos 45 e 46, já havia desenvolvido uma guitarra para ele mesmo, ela era conhecida como “The Log” (foto abaixo). O guitarrista chegou a apresentar a guitarra a fábrica da Gibson, mas foi rejeita.
Mas em 1951, a rejeição inicial, tornou-se em uma das parcerias de maior sucesso da história da produção de instrumentos musicais. Foi acordado que a nova guitarra Les Paul era para ser um instrumento de altíssimo nível, caro e de tradição da Gibson. Apesar de sempre se ter histórias diferentes a respeito de quem contribuiu com o quê para o projeto da Gibson Les Paul, com certeza, a Les Paul era uma guitarra diferenciada, bem diferente das Fenders, que lideravam o mercado da época.
Desde 1930, a Gibson era conhecida por suas Guitarras Acústicas e Semi Acústicas, como a ES-150 (foto ao lado). Estes modelos elétricos de corpo oco forneceram um boa gama de sugestões para o projeto básico da nova guitarra Gibson, incluindo um corpo curvado e o braço colado no corpo, em contraste com as Fenders em que os braços eram parafusados.
Mas apesar de tudo, apesar da guitarra ter levado seu nome, a importância das contribuições de Les Paul para o projeto da nova Gibson permanece até hoje um pouco controverso. Quer um exemplo? O livro “50 Years of the Gibson Les Paul” limita as contribuições de Paul para apenas dois conselhos: o estandarte trapézio, e uma preferência por cor dourada, que geraria o sentimento de desejo, e preta porque a guitarra ficaria parecida com um Smoking e da impressão de que os dedos se movem mais rápido.
Quer mais? O presidente da Gibson Ted McCarty afirmou que a Gibson Guitar Corporation apenas usou Les Paul para o nome do modelo, já que o guitarrista era o ShowMan da época e consequentemente as vendas aumentariam muito.
Entretanto, muitos historiadores e o próprio Les Paul, consideram a Gibson Les Paul GoldTop como desenhada totalmente por Les Paul. Mas todo esse misticismo sobre a criação da Gibson Les Paul, provavelmente, nunca será realmente comprovado.
Modelos e Variações
A linha de guitarras Gibson Les Paul foi originalmente concebida para incluir dois modelos: o modelo limpo e regular (apelidado de Goldtop), e o modelo Custom , que ofereceu um upgrade de hardware e acabamento preto mais formal.
No entanto, com os avanços da tecnologia, vieram inúmeras melhorias no corpo e novos projetos de hardware, o que permitiu que a Gibson Les Paul tornasse em uma série de guitarras de longo prazo e longo sucesso. Foram criados modelos para todo o tipo de gosto e guitarrista.
Além da concepção e do desenho do corpo, há uma série de características que distinguem a Gibson Les Paul de outras linhas guitarras. Por exemplo: elas possuem uma forma similar as guitarras acústicas e as cordas das guitarras Les Paul são sempre montadas na parte superior do corpo da guitarra, em contrapartida das Stratocaster, da concorrente Fender, onde as cordas passam através do corpo da guitarra. A Gibson também apresenta uma variedade de cores, como Cherry Sunburst, Wine Red, Ebony, Classic White, Fire Burst, e Alpine White. Além disso, os modelos Les Paul oferecem uma variedade de acabamentos decorativos e níveis, uma diversidade de opções de hardware e um conjunto inovador da parte elétrica: como as muitas opções pick-ups Humbuckers.
Les Paul Goldtop (1952-1958)
Em 1952 a Gibson apresenta ao mundo a Les Paul GoldTop 52 (foto acima). E acreditem, ela tinha dois captadores Single Coils e não Humbuckers e claro as marcações em trapézio. Mas o que
realmente caracterizou a Gibson Les Paul GoldTop foi mesmo o seu peso. Feita toda num mix de Maple e Mogno, poucas guitarras até então ficaram tão pesadas. Este modelo chamado de “GoldTop 52” é talvez o modelo da Gibson mais procurado e cobiçado por colecionadores do mundo.
Les Paul Custom (1954-1960)
A Custom 58 (Foto ao lado) é conhecida como a segunda edição das guitarras Les Paul. Apesar de desenvolvida no final de 1952, a data oficial da introdução da Les Paul Custom no mercado é de 1954. Totalmente preta, a Custom foi rapidamente apelidada de Beleza Negra. Diferente da GoldTop a Custom possuía o corpo e o braço todo em Mogno.
O legal da Les Paul Custom 54 é o lançamento no mercado de uma nova ponte Tune-o-Matic e um captador com Alnico. Mas foi apenas a partir de 1957 que a Les Paul Custom ganhou seus captadores Humbuckers da Gibson, e mais tarde ainda ela ganhou da Gibson 3 três novíssimos pickups Humbuckers, em vez dos habituais 2 caps. Mas apesar das mudanças, a Gibsom sempre manteve a sua chave com apenas 3 posições.
Les Paul: Junior (1954-1960) e TV (1955-1960)
1954 é um ano importante para história geral da Gibson, é um ano de ampliação do mercado de guitarras elétricas, e o ano do lançamento da Gibson Les Paul Junior, uma das poucas guitarras da Gibson voltadas mais para o público iniciante. Apesar de ter sido largamente utilizada profissionalmente também.
Apesar de ter um modelo com histórico curto, a Les Paul Junior teve muita importância para a história das guitarras Les Paul da Gibson. Um exemplo desta importância é que saiu daí a ideia da Gibson Les Paul Sunburst.
Um pouco mais tarde, em 1955, a Gibson lançou a Les Paul modelo de TV, que era essencialmente uma Les Paul Junior, mas com o que Gibson chamou de: acabamento natural. Mas a sacada deste acabamento natural era realmente mais do que ter uma guitarra em um amarelo mostarda translúcido, que através do qual o desenho da madeira podia ser visto, e muito menos tentar terminar com o amarelo caramelo da eterna concorrente Fender. A ideia por trás deste Natural TV, era que as guitarras brancas, ou as pretas com brilho, tinham um certo problema na hora de serem divulga-las pela TV. Uma guitarra branca, por exemplo, praticamente nem aparecia na TV, e uma guitarra com um amarelão forte e fosco teria uma certa vantagem nas propagandas. Lembrando que as imagens das Tvs da época eram em Preto e Branco e cheia de fantasmas.
Gibson Les Paul Special (1955-1964)
A Les Paul Special foi lançada em 1955, com dois pickups Soapbar P-90, captadores single coil e acabou ganhando, em uma de suas variações, a o “acabamento natural” da Les Paul TV. Em 1959, a Les Paul Special recebeu da Gibson um o duplo cutway.
A famosa Special-Special de 1964, contava com dois pickups, um braço em Maple colado, corpo em Mogno (Mahogany) e um braço levemente mais fino que as tradicionais Les Paul, além das marcações em White Dot.
Les Paul Standard (1958-1960, 1968-2008)
Em 1958, a Gibson mudou o revestimento da parte superior dos modelos Les Paul, do dourado usado desde 1952, para o acabamento em Sunburst, que já era usado no famoso violão J-45 da Gibson. Esse modelo foi produzido de 1958 a 1960 e em 19616 baseado na Standard 58, surgiu a guitarra que é hoje conhecida como Gibson SG .
Este primeiro modelo da Gibson Les Paul Standard 58 foram fabricadas apenas 2.000 peças. Mas foi só alguns anos depois que estas guitarras com acabamento Sunburst, foram denominadas Les Paul Standard para diferencia-las das Custom.
A especificação de hardware eram as mesmas que a do Goldtop 57, com captadores humbucker PAF e com alguns modelos carregando a ponte vibrato Bigsby. Hoje, a Gibson Les Paul Standard tem pickups Humbuckers, modelos Burstbucker Pro.
2008 Gibson Les Paul Standard (2008 -*)
Na nova versão de Gibson Les Paul Standard, lançada em 01 de agosto de 2008, ela ganhou um certo “alívio” no peso, apresenta um braço mais longo e mais confortável, trastes nivelados pela máquina plek e as excelentes tarraxas Grover com travas. Mas ainda conta com os potentes captadores Humbuckers Classic 57. É uma das guitarras mais procuradas e desejadas, por guitarristas do mundo inteiro.
1961 O nascimento das Gibson SG
Em 1960, a Gibson teve um declínio nas vendas de guitarra, devido aos preços elevados e um gigante fortalecimento de sua eterna rival a Fender com as Stratocasters. Em resposta, a Gibson modificou sua Les Paul Standard, linha de 61, transformando-a em uma guitarra mais esguia, mais leve, confortável, com um sistema de vibrato e ainda mais roqueira.
No entanto, este “redesign” foi feito sem o conhecimento de Les Paul. Quando o músico viu a nova guitarra Gibson, pediu na hora para tirar seu nome do instrumento. Embora este pedido tenha ocorrido em 1960, a Gibson já tinha fabricado um bom tanto desta nova guitarra com o nome de Les Paul, logo, a mudança só se deu devidamente em 1963, quando as novas guitarras chegaram no mercado com o nome de SG (Solid Guitar).
E até a reinstauração das Gibson Les Paul em 1968 (uma nova Standard GoldTop e a Custom 68), as SG foram os modelos padrões de guitarra da Gibson.
Um interesse renovado nas Gibson Les Paul
Em 1964, Keith Richards (frontman dos The Rolling Stone), obteve uma Gibson Les Paul de 59, guitarra equipada com uma ponte vibrato Bigsby. Keith usou esta Les Pul como sua principal guitarra até 1966.
Em 1966, Eric Clapton também reconheceu o potencial do rock do final dos anos 50 e adotou a Les Paul (particularmente os modelos 1958-1960 Standard Sunburst), e deu-lhes ampla exposição. Ele começou a usar as Gibson Les Paul, devido à uma forte influência de Freddie King e Hubert Sumlin.
Logo artistas como Peter Green , Mike Bloomfield , Mick Taylor, Tony Iommi, Jeff Beck, Jimmy Page (foto ao lado) e Joe Perry começaram a usar o modelo Gibson Les Paul. Este repentino interesse aconteceu também porque os novos modelos Les Paul da Gibson estavam muito mais estabilizados e com timbres mais potentes que as antigas Les Paul da década de 50.
Apesar disso as autênticas 1950 Gibson Les Paul, ao longo dos anos, se tornaram em algumas das guitarras mais desejadas e caras de todo o mundo. Apenas 1.700 foram feitas entre 1958 e 1960. Em revenda de hoje, uma Les Paul 1959 em bom estado pode ser facilmente fixado o preço entre US$ 200.000,00 e US$ 750,00.
DeLuxe (1968-1982)
A DeLuxe estava entre as “novas” Gibson Les Pauls de 1968. Esse modelo apresentado com exclusivos mini humbuckers, também conhecido como “New York” humbuckers.
O captador humbucker caber no mini-carved P-90 pickup cavidade pré usando um anel adaptador desenvolvido por Gibson (na verdade, apenas um corte sem tampa captador P90) a fim de utilizar uma fonte de Epiphone mini-humbuckers que sobraram de quando Gibson mudou para o Japão produção Epiphone.
A DeLuxe foi introduzido no final de 1968 e ajudou a padronizar a produção das Gibson Les Paul nos E.U.A. Deu uma cara nova as Les Paul e ajudou a fortalecer o modelo Les Paul. Se hoje quem vê uma guitarra, seja qual for o modelo de Les Paul, e já reconhece a guitarra como uma Gibson Les Paul, é graças a DeLuxe.
Les Paul Studio
A “Studio” foi um modelo lançado em 1983, e ainda está em produção. O mercado destinados a esta guitarra foi o músico de estúdio e, portanto, as características do projeto “Les Paul Studio” foram centradas em torno de saída de som ideal, com altíssima qualidade.
Este modelo manteve apenas os elementos da Gibson Les Paul que contribuíram para o tom e reprodução, incluindo o corpo em maple esculpidos e hardware padrão mecânicos e eletrônicos.
O Les Paul
Até sua morte em agosto de 2009, Les Paul (foto ao lado) tocava sua guitarra Gibson Les Paul pessoal no palco, semanalmente, em um bar de New York City. Paul preferiu sua 1972 Gibson com a eletrônica diferente e um corpo de mogno e a parte elétrica toda modificada pelo próprio Les Paul. E claro a sua inseparável ponte Vibrato Bigsby.
Modelos Gibson Les Paul Genéricos
Devido à popularidade da guitarra Les Paul, centenas de imitações ou versões genéricas começaram a vender em os E.U.A e no exterior. Devido à falta de legislação E.U.A luta até hoje contra as violações de patentes e como restringir as vendas de importação, o preço mais barato das imitações criaram problemas jurídicos e financeiros para a Gibson Guitar Corporation. Aqui no Brasil temos os mais variados exemplos de Les Pauls vindas da China de outras marcas.
Modern Les Pauls
Em janeiro de 1986, a Gibson mudou de proprietário e começou a fabricar uma gama variada de modelos Les Paul para atender diferentes necessidades dos utilizadores.
Devido à demanda dos consumidores, a guitarra Gibson Les Paul está disponível hoje em uma grande variedade de opções, que vão desde guitarras equipados com eletrônica digital moderna, modelos clássicos re-construídos para coincidir com a aparência e as especificações da primeira produção e modelos com desenhos diferenciados e modernos.
Epiphone Les Paul
A Epiphone é uma fábrica de propriedade da Gibson. Hoje ela fabrica 20 modelos diferentes de Les Paul, todas cópias das Gibson originais. A Gibson fatura muito com a Epiphone, já que a mesma conta com guitarras muito mais baratas, e aparece no cenário musical como uma das marcas que mais vendem guitarras no mundo.
Feitos em lugares fora os E.U.A, como Japão e China, as Epiphone Les Pauls são feitas a partir de mais madeiras mais comuns e seus acabamentos possuem menos detalhes em comparação com as originais Gibson Les Paul.
Signature Modelos
Slash (foto ao lado) é um dos poucos guitarristas de renome que escreveu toda a sua história com guitarras Gibson Les Paul, e possui alguns modelos Les Paul (Gibson e Epiphone) assinado por ele. Além dele, outros guitarristas possuem modelos “signature”, entre eles estão: Gary Moore, Pete Townshend, Jimmy Page, Ace Frehley, Billy Gibbons, Buckethead, Sammy Hagar, Billie Joe Armstrong e Zakk Wylde.
















































