Yamandu Costa: Um violão, 7 cordas e muito talento

Como Yamandu Costa se tornou um grande violonista brasileiro com seu próprio estilo de tocar. Confira na entrevista feita pela equipe Mundomax.

“Sou um apaixonado por música, desde criança eu vivo disso”. Yamandu Costa nasceu em Passo Fundo, Rio Grande do Sul, em 1980. Considerado atualmente um dos maiores violonistas do Brasil, Yamandu afirma, em entrevista para a equipe Mundomax, que “teve a sorte de nascer nesse ambiente musical”.

Crédito: Milton Dória/Fotografia FILO.
Apresentação no Festival Internacional de Londrina (Filo) 2017.  Crédito: Milton Dória/Fotografia FILO.

 

Parte de uma família de músicos que animava festas nos interiores – Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná – com o grupo “Os Fronteiriços”, seu contato com a música iniciou com parentes até ele começar a desenvolver sua própria musicalidade.

Estas primeiras influências foram fundamentais para que ele “escolhesse” viver de música. “Na verdade, costumo dizer que eu não tive muita escolha, desde criança a música já era uma coisa que me despertava paixão”, conta.

Ao amadurecer e aperfeiçoar o conhecimento que aprendeu dentro de casa, surge uma “revelação do violão brasileiro”: Título dado a ele quando se apresentou, aos 17 anos, no Circuito Cultural Banco do Brasil.

A partir de então, a música passou a ser oficialmente sua profissão. Sua criatividade e naturalidade ao tocar o peculiar violão de 7 cordas impressionou e marcou a história violonista no país.

 

O violão de 7 cordas

O uso de um violão com 7 cordas é sua marca registrada. Apesar de hoje em dia ser um instrumento bastante popular no Brasil, seu modelo de violão traz uma identidade única para o seu estilo original. Ainda assim, o que Yamandu toca possui influências do samba, do jazz, do choro, da bossa nova, do tango e de outras correntes musicais.

Este tipo de violão é um instrumento rústico, que chegou ao país através de ciganos russos e, depois de certo tempo, se tornou um instrumento brasileiro de acompanhamento. Ou seja, um instrumento que desenvolveu uma linguagem própria e hoje está entre os modelos mais tocados do país.

Nesta entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, Yamandu conta um pouco sobre uma investigação histórica que fez do violão de 7 cordas.

Seu conhecimento histórico e musical a respeito deste instrumento faz com que o violão seja uma das grandes paixões em sua vida. Não é a toa que ele coleciona, em casa, cerca de 30 violões diferentes. “Mandei fazer um móvel lá em casa só para guardar violões. Eu sou um apaixonado pelo instrumento, não consigo parar de comprar”. E, pelo jeito, muito menos de tocar…

 

Crédito: Milton Dória/Fotografia FILO.
De jazz a tango, Yamandu surpreende com um violão de 7 cordas. Crédito: Milton Dória/Fotografia FILO.

Grandes influências

 

Alguns músicos e violonistas de sucesso que serviram de inspiração para o trabalho de Yamandu foram Lúcio Yanel, Baden Powell, Tom Jobim e Raphael Rabello.

Hobbie e diversão

Yamandu também arrisca o talento musical no acordeon. Apesar de se considerar “um péssimo acordeonista”. “Toco um pouco, mas só em festas familiares, nada profissional”, afirma.

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