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Musicalização Infantil: Aprendendo a tocar um Instrumento
06/08/10
Hoje nós da Mundomax decidimos compor um artigo diferente. Voltado para mães e pais, este artigo tem o intento de provar, por A+B, o quão a música é importante na vida de uma criança, o que o ato de aprender a tocar algum instrumento musical é capaz de fazer e para qual instrumento levar seu filho.
Benefícios da Musicalização Infantil
Mas afinal o que é musicalização? Tecnicamente: é tornar um indivíduo sensível e receptivo ao fenômeno sonoro, promovendo nele, ao mesmo tempo, respostas de índole musical. Complicou? Fique tranquilo, basicamente é deixar que música aja pela música, na vida do seu filho.
Desde cedo, aliás, desde que nascemos, já estamos em contato com música, nossos pais cantam, compram brinquedos com “musiquinha”, ligam o CD da Xuxa para nos distrair, mais tarde nos ensinam a cantar “atirei o pau no gato”, e por aí vai. Parece besteira, mas você não tem ideia o quantos estes pequenos contatos com a música já mechem com a criança. Que diríamos se ensinássemos a criança a fazer música.
Bem, como prometido, vamos aos Benefícios:
Crianças que crescem ouvindo, cantando e “dançando” ao som das batidas de alguma música estão desfrutando do que cientistas chamam de “riqueza sensorial”. Sendo que, a criança está exposta à uma vasta variedade de gostos, cheiros, texturas, cores e sons. E a criança que desfruta de um ambiente tão rico e variado está absorvendo mais do que apenas diversão, está desenvolvendo seu lado intelectual, uma personalidade diferente, mais rica mais ampla.
A música é um elemento fundamental nesta primeira etapa do sistema educativo. A criança começa a expressar-se de outra maneira e é capaz de integrar-se ativamente na sociedade, porque a música o ajuda a desenvolver autonomia em suas atividades habituais, assumir cuidado de si mesmo e ampliar seu mundo de relacionamentos.
A música tem o dom de tocar as pessoas. A criança que tem contato com a música aprende a conviver melhor com outras crianças, estabelecendo uma comunicação mais harmoniosa.
Aprendendo a Tocar e a Cantar
Pesquisas mostram que crianças que têm uma participação ativa na música, tocam ou cantam: São melhores na leitura e na matemática quando começam na escola, pois já estão desenvolvendo partes do cérebro que não seriam desenvolvidas se elas não tivessem iniciado esta atividade. Foi indicado em estudos que o treinamento musical, desenvolve fisicamente partes do cérebro que estão relacionadas com o processamento de linguagem e da razão.
Uma criança que começa seu aprendizado em algum instrumento musical, é capaz de melhor concentração e controle de seus movimentos. Isso por que a criança logo percebe que se não tocar as notas na ordem correta, o som não será tão bonito quanto ela espera. E não só as notas devem seguir uma ordem pré-determinada, como os dedos devem estar firmes em posição específica. Estas exigências tornam-se em capacidade, depois em habilidade e expandem-se à vida acadêmica, tornando a criança em um aluno mais disciplinado.
Pode acreditar, a iniciação em algum instrumento musical pode melhorar, e muito, a auto-estima da criança, pois durante a apresentação da música, a criança torna-se o centro das atenções e ela vê que aquilo que está fazendo é de interesse para outros, aumentando assim a probabilidade de sucesso pessoal. A disciplina que a música provê, especialmente quando trabalhada em grupos, ajuda a criança a trabalhar mais eficientemente no ambiente escolar.
Qual instrumento musical é o ideal para meu filho?
Aulas de violão são as mais comuns quando se fala em aprender algum instrumento musical, mas, na verdade, é importante que a criança se identifique com o instrumento. Dessa forma essa aprendizagem pode gerar frutos, e quem sabe essa “brincadeira” pode se tornar uma profissão, um modo de ganhar a vida; como é o caso de muitos músicos que começaram por hobby e encontraram na música um estilo de vida.
O Violão
Mas realmente, o violão é o mais prático, além de possuir modelos infantis específicos para certas idades, é um instrumento acessível e suas aulas, de um modo geral, são as mais baratas das Escolas de Música. Pode-se tocar com ele qualquer tipo de música, e é provavelmente o instrumento mais eclético.
Porém pode-se tornar para algumas crianças, uma experiência traumática, já que é um instrumento em que os dedos precisam estar firmes nas cordas para se tirar algum som, e crianças que possuem os dedos das mãos mais sensíveis, podem machucar os dedos e ter grandes dificuldades no aprendizado. Neste caso, é bom não pressionar a criança, por que logo a prática vem, mas o melhor mesmo, é escolher outro instrumento, como o: Teclado.
O Teclado
O teclado é normalmente a escolha certa para 90% das crianças. Menos prático que violão, afinal precisa de energia elétrica para funcionar e normalmente mais caro também, o teclado é sempre a segunda opção dos pais. Mas é a que sempre indico, afinal é um instrumento super simples de aprender, e mais, para tirar som dele, não precisa nunca ter feito uma aula se quer, basta a criança pressionar as teclas e já vai sentir como é fazer “música” com as próprias mãos.
Um outro destaque do teclado é que a maioria dos modelos para iniciantes, possuem mini-cursos interativos neles. Alguns ajudam a ensinar os acordes, outros ensinam a tocar alguma músicas, ascendem as teclas… e muito mais.
Outros Instrumentos
É claro que existem muitos outros instrumentos, mas precisaríamos de um livro para descrevê-los todos aqui. Entre outros instrumentos perfeitos para musicalização infantil são os tambores, chocalhos, apitos, baterias infantis, flautas, gaitas de boca… Deixo aqui também um destaque especial para o violino, se seu filho já passou dos 10 anos, este é um instrumento belíssimo, que exige dedicação da criança, coordenação motora e ao contrário do que muitos pensam, é um instrumento baratíssimo e suas aulas idem.
Dicas da Mundomax
A Giannini possui, talvez, a melhor linha de violões para estudantes: são dois modelos de violões infantis e um modelo, de tamanho normal, de violão iniciante. Inclusive, os violões infantis possuem cores como rosa e roxo, ideais para meninas e garotos estilosos, eles possuem o som e as características de um violão clássico comum, só que em tamanho reduzido, para proporcionar mais conforto e tocabilidade a criança.
E por causa do sucesso destes violões, nós da Mundomax criamos uma tabela com os modelos e idades da criança:
Idade de 4 à 6 anos e com 95cm à 1,15m de altura: Violão 1/4 ;
Idade 5 à 8 anos e com 1,15m à 1,30m de altura: Violão 1/2;
Idade 8 à 11 anos e com 1,30m à 1,50m de altura: Violão 3/4;
Para Crianças com idade acima de 11 anos indicamos já um violão normal, não infantil. Isso porque a criança vai crescer e se desenvolver e logo vai querer um violão maior. E também para que ela não sinta a diferença no tamanho e peso do violão quando for pegar um violão normal.
Quer saber mais sobre estes violões, clique aqui.
Agora que você leu sobre a importância da Música na vida de uma criança, conheça nossa loja virtual de Instrumentos Musicais: http://www.mundomax.com.br/instrumentos_musicais
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Trombone e seus 600 anos de idade
04/06/10
Com 600 anos de idade, o Trombone é um instrumento de classe, com muita história para contar. É uma honra para nós da Mundomax dedicarmos um artigo para este instrumento tão charmoso e de sonoridade incomparável.
O som melodioso, o porte imponente e a história acumulada em mais de 600 anos de atividades em função da boa música, fazem do trombone um dos instrumentos mais completos em termos de musicalidade, repertório e impacto sonoro. Presente nas orquestras, nas bandas de jazz e até no frevo e blocos de carnaval é a prova de que boa música não escolhe lugar, hora nem oportunidade para acontecer. Simplesmente nos encanta.
O Trombone
O Trombone é um instrumento musical de sopro pertencente à família dos metais. Consiste num longo tubo de três segmentos e que tem numa das extremidades o bocal e na outra uma campânula. Basicamente existem três tipos de trombone: o de pistão , em que o som é regulado por válvulas (pistos), o de vara, no qual um mecanismo deslizante controla a emissão sonora e o trombone híbrido, que combinas duas formas anteriores em um instrumento vulgarmente chamado de “Superbone”.
O trombone é, provavelmente, o instrumento de sopro mais facilmente reconhecido e identificado, sendo o único instrumento que verdadeiramente incorpora, na sua modalidade de “vara”, uma secção deslizante. Antes que alguém pergunte, quem toca trombone é trombonista.
Explicação sobre os Tipos de Trombones
Nas orquestras sinfônicas, o naipe dos trombones é constituído por dois trombones tenores e um trombone baixo. Inclusive, Beethoven dizia que o Trombone Tenor é o instrumento mais importante de uma orquestra.
Trombone baixo: está afinado em Fá (F). Tem o tubo mais comprido e largo que os modelos tradicionais, tornando-se por isso muito difícil de manejar a vara deslizante. Existe outro tipo de trombone baixo que é o que tem para além do registro de Fá, tem ainda o registro de Mi e ( Mi bemol em poucos casos). Este é o modelo escolhido por uma grande maioria dos trombonistas baixos profissionais. Este sistema de registros é posto em prática por duas válvulas manuseadas pelo dedo polegar e anelar da mão esquerda. Com estas mudanças de registros é necessário ajustar as posições na vara do instrumento.
Trombone tenor-baixo: utilizado como substituto do trombone baixo em algumas orquestras. É um instrumento duplo que tem o tubo com o mesmo comprimento que no modelo tenor, cujo perfil é igual ao do trombone baixo. Possui um tubo suplementar que faz a transformação do trombone tenor em baixo, fazendo a sua afinação descer de Si bemol (Bb) para Fá. Existe uma válvula rotativa que funciona com o polegar esquerdo e faz a ligação a esse tubo.
Trombone alto: apesar de ser o largamente utilizado durante o séc. XIX, sobretudo por compositores alemães e italianos, o Trombone alto hoje em dia quase não é utilizado. É um trombone em Mi bemol (Eb), de tubo mais estreito que o trombone tenor. As suas notas graves são relativamente fracas, mas no agudo o som é puro e aveludado.
Trombone contrabaixo: é em Si bemol (Bb), uma oitava do tenor. Devido ao enorme tamanho do tubo, em 1816 Gottfried Weber inventou uma dupla vara, com o tubo dobrado em quatro seções.
Trombone de Pisto: O Trombone de pistões é um instrumento que, hoje em dia está em praticamente desuso, devido as suas limitações. É um instrumento que produz uma menor quantidade de som do que os seus irmãos dotados de vara. É um instrumento que atualmente só é usado nas bandas filarmônicas e em algumas bandas de Jazz.
Do Início
O Trombone como todos os instrumentos de sopro, nasceu em troncos ocos e chifres de animais, para produzir sons com fins religiosos, festivos, guerreiros ou simplesmente estéticos. O aparecimento do Trombone de varas se dá no séc. XV entre 1410 e 1430 e tudo indica que seus primeiros construtores eram flamencos que fabricavam instrumentos de sopro para a corte de Borgonha. Os primeiros Trombones tinham pequenas campânulas em forma de funil, forma que se manteve até ao sec. XVIII, altura em que se alargaram mais, sendo o mecanismo de hoje da vara deslizante o mesmo desde o sec. XV.
Apesar das diferentes formas, construídas e reconstruídas ao longo dos séculos, o nome Trombone em si permaneceu praticamente inalterado na maior parte da sua existência. A origem da palavra trombone (utilizada no Português, Francês, Inglês e Italiano) é simples e curiosa: deriva da palavra italiana tromba (trompete) acrescida do sufixo one, o que, traduzido, significa grande trompete. Curiosamente, esta designação nem sempre foi bem aceite, razão pela qual sofreu grandes modificações em vários outros idiomas.
Um outro termo para designar o trombone utilizado por instrumentistas é a palavra inglesa “sackbut”. Francis Galpin, que dedicou uma parte considerável do seu tempo no estudo da etimologia desta palavra, sugeriu que a mesma deverá ter tido origem na palavra espanhola “sacabuche” usada no séc. XIV. Por outro lado, Curt Sachs, aponta para a palavra de origem francesa “saqueboute” (saquier + boter, isto é, puxar + empurrar), também do séc XIV, como a origem provável daquele termo.
O termo actualmente existente na Alemanha para designar o trombone é Posaune, e também tem uma história curiosa: O trombone tem como ancestral uma espécie de trompete estreito e comprido chamado Buisine e, à medida que o instrumento foi evoluindo, também o termo foi sofrendo modificações; o equivalente alemão para buisine era buzine, na idade média transformou-se em busune e, com o tempo, alterou-se para buzaun e, finalmente Posaune desde o séc. XVI.
Curiosidades sobre o Trombone
Nas bandas filarmônicas, cabe ao trombone um importantíssimo papel duplo de, por um lado sustentar harmônica e ritmicamente a condução melódica e, por outro, se constituir ele próprio como instrumento solista.
No jazz o Trombone é utilizado em Big Bands e pequenos Ensembles, sendo um dos poucos instrumentos a apresentar uma dualidade na sua utilização – Música Erudita / Jazz.
Enfim, devido aos diversos tipos de trombone usados hoje em dia, a sua utilização é bem ampla, sendo usado nas orquestras sinfônicas, jazz, passando pelos grupos instrumentais de sopros e/ou metais, Marching Bands e chegando até a música Pop.
O Trombone é sem dúvida um dos instrumentos com o timbre mais belo dos seus primos metais. E nós da Mundomax somos fãs declarados deste instrumento, Veja alguns exemplos em nosso página de Trombones, Confira! http://www.mundomax.com.br/_trombones
A Famosa Ordem dos Pedais em um Set de Pedais Compactos
31/05/10
Hoje nós da Mundomax daremos algumas dicas sobre a ordem dos pedais em SetUp. Lembrando que: NÂO há regras, o juiz final é o seu ouvido. Mas, existem alguns truques e manhas (etiqueta eletrônica) que alguns guitarristas mais experientes não dispensam.
Acerca dos Pedais Compactos
Com a aparição dos multi-efeitos digitais (pedaleiras), há alguns anos atrás, parecia que a jornada dos pedais compactos estava condenada ao desaparecimento. Porém, os guitarristas perceberam que para alguns timbres nada pode substituir certos pedais como Overdrive, WahWah, Fuzztones, etc.
Especialmente para timbres de rock, um pedal de Overdrive ligado em linha entre a guitarra e o pré-amplificador eleva o ganho do sinal saído da guitarra e este chega ao Cubo muito mais forte. Em outras palavras, ele já chega com um certo nível de saturação e, assim, você pode conseguir um som realmente “matador”, adicionando a distorção do pre-amp.
Também são populares antes do pré-amp pedais como wah-wah, chorus, flanger e phaser. A maneira tradicional de conectá-los é como uma corrente, plugando o output (saida) de um ao input (entrada) do seguinte, dando sequencia a esse procedimento até o final da corrente.
O problema é que estes pequenos companheiros possuem um ruído inerente ao seu funcionamento, que vai se amplificando na medida em que você cresce sua corrente. Isso nos leva ao nosso primeiro truque de conexão de pedais de efeitos: Posicione os pedais de maior ganho de sinal no início da sua corrente Um pedal Overdrive vai amplificar o ruído inerente da sua corrente muito mais do que um Wah-Wah, chorus ou flanger fariam, o que significa que esse mesmo Overdrive colocado no fim da linha irá causar um prejuízo indesejável ao seu som.
A Famosa Ordem dos Pedais (by BOSS)
O texto abaixo tem como base o texto original do site da Boss. http://roland.com.br/boss/
A figura acima apresenta a ordem de conexão mais usada por guitarristas no mundo todo, é a ordem indicada pela BOSS. Esta ordem de Pedais leva em consideração o timbre final da guitarra e também a geração de ruídos no sinal do instrumento.
Antes de começar a falar sobre os pedais, é importante que o guitarrista saiba que cabos de baixa qualidade, amplificadores que “matam frequências” e cordas velhas afetam negativamente o timbre final do seu Setup. Nenhum pedal de efeito conseguirá salvar um amplificador que tem deficiência de graves, excesso de agudos e etc.
Vamos começar pelo wah-wah, provavelmente o mais polêmico de todos os pedais. O wah-wah pode ser colocado logo após a guitarra, ou logo após as distorções. Colocando-o logo após a guitarra (posição 1), o ruído gerado será menor e o pedal fará a leitura do som direto da guitarra, sem passar por efeitos que alteram o timbre original do instrumento. Esta opção gera timbres mais “vintage” de wah-wah, bastante utilizados por “Bluseiros”. Colocar o wah-wah logo após as distorções fará com que seu setup tenha mais ruídos quando os dois efeitos estiverem ligados, porém, o efeito final de wah com distorção será mais radical do que na posição 1.
O chorus também ocupa duas posições preferidas pelos guitarristas, a primeira e mais óbvia é após as distorções, e a segunda não muito conhecida, é colocar o pedal de chorus após o delay. Nesta posição, o timbre final da soma do efeito de delay e chorus é um pouco mais rica, porém com o chorus “fora do alcance do noise suppressor”, os ruídos podem aumentar.
Outro pedal polêmico é o equalizador. Este pode vir praticamente em qualquer lugar na ordem dos pedais, porém, o local preferido pelos guitarristas é logo após a distorção, para poder proporcionar um segundo timbre de distorção e também para funcionar como “booster”na hora de solos e passagens que exigem mais volume da guitarra.
A única regra mais rígida que temos em relação a ligação dos pedais é a que fala sobre oitavadores, harmonizers e pitch shifters. Estes pedais precisam “ler” o som puro da guitarra para gerar outras notas (oitavas, terças, quintas e etc). Portanto, é aconselhável ligá-los antes de todos os outros pedais, para garantir que as notas adicionais sejam criadas com precisão.
Por último mas não menos importante vem os pedais de volume. Existem duas opções para esse pedal. Quando colocado logo após a guitarra ele funciona como o próprio potenciômetro de volume da guitarra e serve para deixar o guitarrista com as mãos livres na hora de controlar o volume de saída da guitarra. Neste caso utilize sempre pedais de alta impedância (FV-500H por exemplo). Quando colocado entre pedais ou no final da cadeia de pedais, ele passa a controlar o timbre final gerado pelos efeitos. Neste caso utilize pedais de baixa impedância (FV-500L por exemplo). Colocando o pedal de volume antes de tudo você irá influir diretamente na resposta dos pedais de distorção e overdrive. Colocando o pedal de volume após os pedais, você terá controle do volume final do timbre, sem alterar a resposta dos seus pedais de drive e distorção.
Dica da Mundomax
“A busca de um som de guitarra que definitivamente satisfaça o músico chega a ser uma obsessão. E esta obsessão é totalmente necessária, pois o timbre do seu instrumento é o veículo que transporta a sua emoção até os ouvidos do público. Um excelente discurso, uma tocante palavra, sem dúvida, fica inaudível diante de um bom solo de guitarra. Por isso os guitarristas estão sempre as voltas com compra, venda e troca de todo o tipo de equipamento disponível. E é importante lembrar que cada um, dentro do seu estilo, tem uma necessidade diferente e montar um bom set de pedais depende da perfeita interação entre os equipamentos. Experimente, pesquise, use o seu bom senso e procure familiarizar-se com algumas simples regras de “etiqueta eletrônica”. Use os truques citados acima, mas lembre-se: “no fim, é você e seus ouvidos que irão decidir o que é melhor para a sua guitarra”. Thiago Rodrigues – Mundomax
Agora que você curtiu algumas simples dicas para montar o seu setup de pedais, entre em nosso site e confira as promoções de Pedais de Efeito que oferecemos para você, é a maior variedade de pedais da internet, Confira! http://www.mundomax.com.br/pedais_de_efeitos_/
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Guitarra Gibson Les Paul a Lenda do Rock
28/05/10
Gibson Les Paul: A paixão de quase 100% dos roqueiros, de 50% dos guitarristas, dos clássicos, dos saudosistas, dos modernos, dos atuais, em um dos modelos de guitarra mais cobiçados e amados do Mundo. Esta é a Gibson Les Paul.
Hoje nós da Mundomax, apaixonados por guitarras, vamos publicar aqui a história da guitarra mais roqueira do mundo, a Gibson Les Paul. Então ligue um Led Zeppelin, um Peter Green, um Jeff Beck ou mesmo um Slash, e viaje na história da Gibson Les Paul.
NOTA: A história original, que realmente é fato é que a guitarra Les Paul da Gibson foi desenvolvida no início dos anos 50, desenhada por Ted McCarty, dono e designer da “Gibson Guitar Corporation”, em colaboração com o popular e lendário guitarrista Les Paul, a quem a Gibson recorreu para ajudar a criar e nomear seu novo modelo de guitarra.
As Origens
Em 1950, com o lançamento da Fender Telecaster, logo a guitarra se tornou um dos instrumentos mais populares, e a Fender ia ganhando espaço no mercado com isso. Como uma sacada inteligente, Ted McCarty trouxe um dos músicos mais populares da época para ser o endorser da Gibson.
Na verdade, o Les Paul, nos idos dos anos 45 e 46, já havia desenvolvido uma guitarra para ele mesmo, ela era conhecida como “The Log” (foto abaixo). O guitarrista chegou a apresentar a guitarra a fábrica da Gibson, mas foi rejeita.
Mas em 1951, a rejeição inicial, tornou-se em uma das parcerias de maior sucesso da história da produção de instrumentos musicais. Foi acordado que a nova guitarra Les Paul era para ser um instrumento de altíssimo nível, caro e de tradição da Gibson. Apesar de sempre se ter histórias diferentes a respeito de quem contribuiu com o quê para o projeto da Gibson Les Paul, com certeza, a Les Paul era uma guitarra diferenciada, bem diferente das Fenders, que lideravam o mercado da época.
Desde 1930, a Gibson era conhecida por suas Guitarras Acústicas e Semi Acústicas, como a ES-150 (foto ao lado). Estes modelos elétricos de corpo oco forneceram um boa gama de sugestões para o projeto básico da nova guitarra Gibson, incluindo um corpo curvado e o braço colado no corpo, em contraste com as Fenders em que os braços eram parafusados.
Mas apesar de tudo, apesar da guitarra ter levado seu nome, a importância das contribuições de Les Paul para o projeto da nova Gibson permanece até hoje um pouco controverso. Quer um exemplo? O livro “50 Years of the Gibson Les Paul” limita as contribuições de Paul para apenas dois conselhos: o estandarte trapézio, e uma preferência por cor dourada, que geraria o sentimento de desejo, e preta porque a guitarra ficaria parecida com um Smoking e da impressão de que os dedos se movem mais rápido.
Quer mais? O presidente da Gibson Ted McCarty afirmou que a Gibson Guitar Corporation apenas usou Les Paul para o nome do modelo, já que o guitarrista era o ShowMan da época e consequentemente as vendas aumentariam muito.
Entretanto, muitos historiadores e o próprio Les Paul, consideram a Gibson Les Paul GoldTop como desenhada totalmente por Les Paul. Mas todo esse misticismo sobre a criação da Gibson Les Paul, provavelmente, nunca será realmente comprovado.
Modelos e Variações
A linha de guitarras Gibson Les Paul foi originalmente concebida para incluir dois modelos: o modelo limpo e regular (apelidado de Goldtop), e o modelo Custom , que ofereceu um upgrade de hardware e acabamento preto mais formal.
No entanto, com os avanços da tecnologia, vieram inúmeras melhorias no corpo e novos projetos de hardware, o que permitiu que a Gibson Les Paul tornasse em uma série de guitarras de longo prazo e longo sucesso. Foram criados modelos para todo o tipo de gosto e guitarrista.
Além da concepção e do desenho do corpo, há uma série de características que distinguem a Gibson Les Paul de outras linhas guitarras. Por exemplo: elas possuem uma forma similar as guitarras acústicas e as cordas das guitarras Les Paul são sempre montadas na parte superior do corpo da guitarra, em contrapartida das Stratocaster, da concorrente Fender, onde as cordas passam através do corpo da guitarra. A Gibson também apresenta uma variedade de cores, como Cherry Sunburst, Wine Red, Ebony, Classic White, Fire Burst, e Alpine White. Além disso, os modelos Les Paul oferecem uma variedade de acabamentos decorativos e níveis, uma diversidade de opções de hardware e um conjunto inovador da parte elétrica: como as muitas opções pick-ups Humbuckers.
Les Paul Goldtop (1952-1958)
Em 1952 a Gibson apresenta ao mundo a Les Paul GoldTop 52 (foto acima). E acreditem, ela tinha dois captadores Single Coils e não Humbuckers e claro as marcações em trapézio. Mas o que
realmente caracterizou a Gibson Les Paul GoldTop foi mesmo o seu peso. Feita toda num mix de Maple e Mogno, poucas guitarras até então ficaram tão pesadas. Este modelo chamado de “GoldTop 52” é talvez o modelo da Gibson mais procurado e cobiçado por colecionadores do mundo.
Les Paul Custom (1954-1960)
A Custom 58 (Foto ao lado) é conhecida como a segunda edição das guitarras Les Paul. Apesar de desenvolvida no final de 1952, a data oficial da introdução da Les Paul Custom no mercado é de 1954. Totalmente preta, a Custom foi rapidamente apelidada de Beleza Negra. Diferente da GoldTop a Custom possuía o corpo e o braço todo em Mogno.
O legal da Les Paul Custom 54 é o lançamento no mercado de uma nova ponte Tune-o-Matic e um captador com Alnico. Mas foi apenas a partir de 1957 que a Les Paul Custom ganhou seus captadores Humbuckers da Gibson, e mais tarde ainda ela ganhou da Gibson 3 três novíssimos pickups Humbuckers, em vez dos habituais 2 caps. Mas apesar das mudanças, a Gibsom sempre manteve a sua chave com apenas 3 posições.
Les Paul: Junior (1954-1960) e TV (1955-1960)
1954 é um ano importante para história geral da Gibson, é um ano de ampliação do mercado de guitarras elétricas, e o ano do lançamento da Gibson Les Paul Junior, uma das poucas guitarras da Gibson voltadas mais para o público iniciante. Apesar de ter sido largamente utilizada profissionalmente também.
Apesar de ter um modelo com histórico curto, a Les Paul Junior teve muita importância para a história das guitarras Les Paul da Gibson. Um exemplo desta importância é que saiu daí a ideia da Gibson Les Paul Sunburst.
Um pouco mais tarde, em 1955, a Gibson lançou a Les Paul modelo de TV, que era essencialmente uma Les Paul Junior, mas com o que Gibson chamou de: acabamento natural. Mas a sacada deste acabamento natural era realmente mais do que ter uma guitarra em um amarelo mostarda translúcido, que através do qual o desenho da madeira podia ser visto, e muito menos tentar terminar com o amarelo caramelo da eterna concorrente Fender. A ideia por trás deste Natural TV, era que as guitarras brancas, ou as pretas com brilho, tinham um certo problema na hora de serem divulga-las pela TV. Uma guitarra branca, por exemplo, praticamente nem aparecia na TV, e uma guitarra com um amarelão forte e fosco teria uma certa vantagem nas propagandas. Lembrando que as imagens das Tvs da época eram em Preto e Branco e cheia de fantasmas.
Gibson Les Paul Special (1955-1964)
A Les Paul Special foi lançada em 1955, com dois pickups Soapbar P-90, captadores single coil e acabou ganhando, em uma de suas variações, a o “acabamento natural” da Les Paul TV. Em 1959, a Les Paul Special recebeu da Gibson um o duplo cutway.
A famosa Special-Special de 1964, contava com dois pickups, um braço em Maple colado, corpo em Mogno (Mahogany) e um braço levemente mais fino que as tradicionais Les Paul, além das marcações em White Dot.
Les Paul Standard (1958-1960, 1968-2008)
Em 1958, a Gibson mudou o revestimento da parte superior dos modelos Les Paul, do dourado usado desde 1952, para o acabamento em Sunburst, que já era usado no famoso violão J-45 da Gibson. Esse modelo foi produzido de 1958 a 1960 e em 19616 baseado na Standard 58, surgiu a guitarra que é hoje conhecida como Gibson SG .
Este primeiro modelo da Gibson Les Paul Standard 58 foram fabricadas apenas 2.000 peças. Mas foi só alguns anos depois que estas guitarras com acabamento Sunburst, foram denominadas Les Paul Standard para diferencia-las das Custom.
A especificação de hardware eram as mesmas que a do Goldtop 57, com captadores humbucker PAF e com alguns modelos carregando a ponte vibrato Bigsby. Hoje, a Gibson Les Paul Standard tem pickups Humbuckers, modelos Burstbucker Pro.
2008 Gibson Les Paul Standard (2008 -*)
Na nova versão de Gibson Les Paul Standard, lançada em 01 de agosto de 2008, ela ganhou um certo “alívio” no peso, apresenta um braço mais longo e mais confortável, trastes nivelados pela máquina plek e as excelentes tarraxas Grover com travas. Mas ainda conta com os potentes captadores Humbuckers Classic 57. É uma das guitarras mais procuradas e desejadas, por guitarristas do mundo inteiro.
1961 O nascimento das Gibson SG
Em 1960, a Gibson teve um declínio nas vendas de guitarra, devido aos preços elevados e um gigante fortalecimento de sua eterna rival a Fender com as Stratocasters. Em resposta, a Gibson modificou sua Les Paul Standard, linha de 61, transformando-a em uma guitarra mais esguia, mais leve, confortável, com um sistema de vibrato e ainda mais roqueira.
No entanto, este “redesign” foi feito sem o conhecimento de Les Paul. Quando o músico viu a nova guitarra Gibson, pediu na hora para tirar seu nome do instrumento. Embora este pedido tenha ocorrido em 1960, a Gibson já tinha fabricado um bom tanto desta nova guitarra com o nome de Les Paul, logo, a mudança só se deu devidamente em 1963, quando as novas guitarras chegaram no mercado com o nome de SG (Solid Guitar).
E até a reinstauração das Gibson Les Paul em 1968 (uma nova Standard GoldTop e a Custom 68), as SG foram os modelos padrões de guitarra da Gibson.
Um interesse renovado nas Gibson Les Paul
Em 1964, Keith Richards (frontman dos The Rolling Stone), obteve uma Gibson Les Paul de 59, guitarra equipada com uma ponte vibrato Bigsby. Keith usou esta Les Pul como sua principal guitarra até 1966.
Em 1966, Eric Clapton também reconheceu o potencial do rock do final dos anos 50 e adotou a Les Paul (particularmente os modelos 1958-1960 Standard Sunburst), e deu-lhes ampla exposição. Ele começou a usar as Gibson Les Paul, devido à uma forte influência de Freddie King e Hubert Sumlin.
Logo artistas como Peter Green , Mike Bloomfield , Mick Taylor, Tony Iommi, Jeff Beck, Jimmy Page (foto ao lado) e Joe Perry começaram a usar o modelo Gibson Les Paul. Este repentino interesse aconteceu também porque os novos modelos Les Paul da Gibson estavam muito mais estabilizados e com timbres mais potentes que as antigas Les Paul da década de 50.
Apesar disso as autênticas 1950 Gibson Les Paul, ao longo dos anos, se tornaram em algumas das guitarras mais desejadas e caras de todo o mundo. Apenas 1.700 foram feitas entre 1958 e 1960. Em revenda de hoje, uma Les Paul 1959 em bom estado pode ser facilmente fixado o preço entre US$ 200.000,00 e US$ 750,00.
DeLuxe (1968-1982)
A DeLuxe estava entre as “novas” Gibson Les Pauls de 1968. Esse modelo apresentado com exclusivos mini humbuckers, também conhecido como “New York” humbuckers.
O captador humbucker caber no mini-carved P-90 pickup cavidade pré usando um anel adaptador desenvolvido por Gibson (na verdade, apenas um corte sem tampa captador P90) a fim de utilizar uma fonte de Epiphone mini-humbuckers que sobraram de quando Gibson mudou para o Japão produção Epiphone.
A DeLuxe foi introduzido no final de 1968 e ajudou a padronizar a produção das Gibson Les Paul nos E.U.A. Deu uma cara nova as Les Paul e ajudou a fortalecer o modelo Les Paul. Se hoje quem vê uma guitarra, seja qual for o modelo de Les Paul, e já reconhece a guitarra como uma Gibson Les Paul, é graças a DeLuxe.
Les Paul Studio
A “Studio” foi um modelo lançado em 1983, e ainda está em produção. O mercado destinados a esta guitarra foi o músico de estúdio e, portanto, as características do projeto “Les Paul Studio” foram centradas em torno de saída de som ideal, com altíssima qualidade.
Este modelo manteve apenas os elementos da Gibson Les Paul que contribuíram para o tom e reprodução, incluindo o corpo em maple esculpidos e hardware padrão mecânicos e eletrônicos.
O Les Paul
Até sua morte em agosto de 2009, Les Paul (foto ao lado) tocava sua guitarra Gibson Les Paul pessoal no palco, semanalmente, em um bar de New York City. Paul preferiu sua 1972 Gibson com a eletrônica diferente e um corpo de mogno e a parte elétrica toda modificada pelo próprio Les Paul. E claro a sua inseparável ponte Vibrato Bigsby.
Modelos Gibson Les Paul Genéricos
Devido à popularidade da guitarra Les Paul, centenas de imitações ou versões genéricas começaram a vender em os E.U.A e no exterior. Devido à falta de legislação E.U.A luta até hoje contra as violações de patentes e como restringir as vendas de importação, o preço mais barato das imitações criaram problemas jurídicos e financeiros para a Gibson Guitar Corporation. Aqui no Brasil temos os mais variados exemplos de Les Pauls vindas da China de outras marcas.
Modern Les Pauls
Em janeiro de 1986, a Gibson mudou de proprietário e começou a fabricar uma gama variada de modelos Les Paul para atender diferentes necessidades dos utilizadores.
Devido à demanda dos consumidores, a guitarra Gibson Les Paul está disponível hoje em uma grande variedade de opções, que vão desde guitarras equipados com eletrônica digital moderna, modelos clássicos re-construídos para coincidir com a aparência e as especificações da primeira produção e modelos com desenhos diferenciados e modernos.
Epiphone Les Paul
A Epiphone é uma fábrica de propriedade da Gibson. Hoje ela fabrica 20 modelos diferentes de Les Paul, todas cópias das Gibson originais. A Gibson fatura muito com a Epiphone, já que a mesma conta com guitarras muito mais baratas, e aparece no cenário musical como uma das marcas que mais vendem guitarras no mundo.
Feitos em lugares fora os E.U.A, como Japão e China, as Epiphone Les Pauls são feitas a partir de mais madeiras mais comuns e seus acabamentos possuem menos detalhes em comparação com as originais Gibson Les Paul.
Signature Modelos
Slash (foto ao lado) é um dos poucos guitarristas de renome que escreveu toda a sua história com guitarras Gibson Les Paul, e possui alguns modelos Les Paul (Gibson e Epiphone) assinado por ele. Além dele, outros guitarristas possuem modelos “signature”, entre eles estão: Gary Moore, Pete Townshend, Jimmy Page, Ace Frehley, Billy Gibbons, Buckethead, Sammy Hagar, Billie Joe Armstrong e Zakk Wylde.
Encordoamento de Guitarra: Dicas para escolher, comprar e trocar as cordas da sua Guitarra
10/05/10
Hoje nós da Mundomax preparamos um artigo para a legião de guitarristas e aspirantes a guitarristas que ainda possuem dúvidas sobre encordoamentos e sobre que cordas comprarem para suas guitarras.. Um assunto importantíssimo, já que a qualidade do seu som está diretamente ligado a qualidade do som da guitarra.
Encordoamento para Guitarra: Diâmetro x Tensão
Normalmente chamamos de tensão o que deveríamos chamar de diâmetro ou espessura. Quando dizemos que um encordoamento de guitarra é 0.09, significa que a corda mais fina do jogo possui este diâmetro.
Cordas 0.08 – É um corda extremante leve. São recomendáveis apenas a aqueles que não podem fazer muita força/esforço com os dedos, ou seja, tanto guitarristas inciantes, mulheres e alguns poucos guitarristas solos. Nos anos 80, este tipo de encordoamento foi muito popular, pois era usado por guitarristas que tocavam heavy-metal, devido à facilidade de tocar rápido, mas que no fim acaba gerando um som de guitarra nada encorpado, muito mais fraco e magrinho. E outra desvantagem é que arrebentam muito fácil.
Cordas 0.09 – São as mais usadas no mundo. Isso porque elas são amplamente utilizadas por guitarristas iniciantes e guitarristas solos. Possuem um bom som, de um modo geral brilhante e cristalino, e sua principal característica é o fato de facilitar a agilidade e velocidade na execução de técnicas como bends, tapping, arpejos entre outros.
Cordas 0.10 – É sempre a mais indicada por nós da Mundomax. Isso por que as cordas 0.10 proporcionam o timbre mais versátil possível as guitarras. Ideal para 80% dos guitarristas. O som vem na medida certa, possibilitando graves suficientes e brilho inquestionável. Os bends ainda continuam fáceis e a 0.10 é excelente para execução de Power Chords (base) e variados estilos que utilizam distorção. E a corda nova, de boa marca, em uma guitarra bem regulada (ponte e braço) dificilmente vai arrebentar.
As cordas de 0.08 a 0.10 são mais utilizadas em Guitarras com ponte Floyd-Rose( Ponte-Alavanca) e Stratos.
Cordas 0.11- Pesada. É um tipo de corda muito rígida. Possui um timbr bem característico e muito bom, recheado de graves. É a mais usada em guitarras do tipo Les Paul, Stratocasters e Semi-Acústicas. E dificilmente vai conviver bem com uma guitarra com micro-afinação ( a ponte possivelmente vai ficar enclinada…). Não é indicada para inidicada, apenas para guitarristas que já estão há algum tempo na estrada. É muito usada no blues, no Rock and Roll e no jazz.
Cordas 0.12 - É um tipo de corda extremamente pesada. Não recomendamos muito esse tipo de corda para a maioria dos guitarristas. Com ele é mais fácil de empenar o braço do instrumento devido à tensão gerada. É usada apenas por guitarristas experientes, normalmente de Blues e Jazz, e com o devido acompanhamento de um Luthier. Além disso, dificulta a realização de várias técnicas e gera fadiga muscular, devido o esforço repetitivo. Mas o som, para quem as utiliza bem, é realmente perfeito, grave e encorpado, de altíssima qualidade.
De 0.12 pra cima, é só para guitarristas profissionais e muito bem orientados.
Marcas de encordoamento para guitarras
Hoje existem as mais variadas marcas de encordoamento no mercado. Mas nós da Mundomax aconselhamos sempre que você fuja de marcas desconhecidas ou suspeitas. Para quem quer um encordoamento de qualidade para sua guitarra, mas não quer pagar muito caro, sempre indicamos os encordoamentos da Giannini. A D`ADDARIO, que possui encordoamentos profissionais que estão entre oe melhores do mundo, também possui linhas mais acessíveis e de alta qualidade. Marcas como GHS e Elixir, são sempre bem vindas. Aliás, normalmente os guitarristas que um dia experimentam Elixir, nunca mais querem trocar de marca.
Uma dica que fica da Mundomax, é que quando você acertar o encordoamento do seu gosto, aquele mais se adequou ao seu estilo e padrão de qualidade. Não troque mais, utilize sempre a mesma marca e tensão, isso vai lhe poupar algumas dores de cabeça futuras com sua guitarra.
E agora que você já curtiu algumas dicas básicas para você comprar as cordas certas para a sua guitarra. Clique Aqui e veja os mais variados exemplos de encordoamento para guitarra em nossa loja. Confira!
Teclado PSR E423 – Novo arranjador da Yamaha
27/04/10
Teclado Yamaha PSR-E423 – Novo Design x Melhor Performance.
Hoje a Mundomax promove um adeus saudoso ao bom e velho PSR E413 e abre as portas para o mais novo Teclado Arranjador Yamaha: o PSR E423.
O novo teclado eletrônico com teclas mais sensíveis PSR-E423 da Yamaha, traz inúmeros recursos, que antes eram encontrados somente nos mais sofisticados equipamentos profissionais. Baseado no sucesso de seu antecessor, o PSR-E413, a nova versão E423, oferece uma série de recursos que vão abrilhantar ainda mais a performance dos tecladistas. Além dos novos estilos de arpejo, o equipamento conta ainda com novos recursos como knobs para controle de tempo real e a função Style Tempo, andamento de acompanhamento automático.
Presentes também as funções de aprendizado, como a Yamaha Portable Grand e Yamaha Education Suíte. O teclado se apresenta também com um novo e moderno design.
Botões de controle, apreciador e Pitch Bend
A maioria das funcionalidades do PSR-E423 já são conhecidas de todos, pois já haviam feito história no se antecessor. Dois botões de controle fornecem controle em tempo real para filtrar o tom da melodia principal e mudando o ritmo do arpejo como um sintetizador analógico. A roda de Pitch Bend, à esquerda do teclado, dá vida a timbres quentes como Sax e Trompete.
Função Arpejo do Yamaha PSR E423
A função de Arpejo nunca foi tão boa, ela ganhou dos técnicos da Yamaha uma melhora considerável, principalmente para um toque mais suave.
Novos timbres dinâmicos
Uma variedade de novas vozes. Timbres “Dynamic” normalmente encontrados em nos melhores sintetizadores da Yamaha, estão agora no novo PSR-E423. Existem duas formas de ondas diferentes, que mudam dependendo de quão forte você toca o teclado, o que permite muito mais expressão em timbres como Overdrive ou Violão Nylon.
O maior destaque, e aonde estão as maiores melhorias, é o timbre. O Arranjador PSR E423 teve sua cota ampliada para 700 timbres pré-definidos, ganhando caras novas como: mais instrumentos de cordas.
Outros Recursos do Teclado PSR-E423
Um outro detalhe interessente do E423 está nos seus alto falantes, eles tiveram a amplificação de graves (Bass) reforçada, só ouvindo mesmo para notar a diferença. Este Arranjador Yamaha conta também com opção de conectividade direta com PC via USB to Host.
Além disso, em sua memória consta o Sistema Educacional Yamaha, que ajuda iniciantes em seus estudos. Trata-se de um aplicativo com lições de percepção musical, que ensina os acordes para o seu usuário. Perfeito para quem quer comprar um instrumento e sair tocando, aprendendo na medida em que usa o equipamento.
Arranjador PSR E423
Como qualquer outro Teclado Arranjador Yamaha, o E423 esbanja qualidade quando assunto é acompanhamento. Agora são 174 presets de acompanhamento e mais 305 músicas na memório deste excelente arranjador. Agora ele também conta com mais ritmos regionais, ideal para os músicos brasileiros que tocam em bares, festas e restaurantes.
O PSR E423 Yamaha, como seu antecessor PSR E413, com certeza terá imenso sucesso nas Igrejas, Bares, pequenos e médios palcos, com os forrozeiros, músicos regionalistas, músicos que tocam e cantam e principalmente para os inciantes, que buscam um teclado semi-profissional para iniciar seus estudor.
Na Loja Mundomax, você encontra este excelente Teclado Yamaha para venda, e para você conferir mais descrições técnicas e recursos, presentes no PSR E423. Clique Aqui e Confira!
As Famosas Guitarras Shelter
31/03/10
Nunca uma marca de guitarra foi envolta de tantos mitos e discussões ao longo de inúmeros fóruns na internet e rodas de bares. Mas o fato é que as guitarras da Shelter possuem uma qualidade impressionante, aliás, muito superior a maioria das outras marcas que possuem guitarras com preços acessíveis.
O fato é que: a Habro é uma competente e reconhecida importadora e distribuidora de grandes marcas como Mapex, Crate e Line6. Com relação a Shelter, a marca é propriedade dela, segundo a mesma, ela foi criada com o intuito de diversificar linhas de produtos dentre segmentos como cordas, sopro e percussão dentre outros.
Quanto as guitarras da Shelter fica simples identificar: As guitarras que levam a nomenclatura California, Elektra, Detroit e Nashville são de fabricação própria da Habro Music, aliás, estas excelentes guitarras Shelter são desenvolvidas em uma ex-fábrica da Fender na Indonésia.
Quanto as guitarras SX, são importadas da China pela Habro. Porém recebem o selo de qualidade da Shelter, o que para quem já conhece a qualidade Shelter e a Habro, já é o suficiente para saber que é um produto de extrema qualidade.
Fender e Gibson: Les Paul, SG, Strato e Tele
Há alguns bons anos atrás a Fender e a Gibson patentearam as nomenclaturas que correspondem a suas criações e seus modelos de guitarras mais famosos. Logo, marcas como Giannini, Strinberg, Shelter e Tagima foram proibidas de usar estas nomenclaturas em suas guitarras que possuem desenhos semelhantes, principalmente, as famosas Les Paul e Stratocaster.
O Segredo do Sucesso das Guitarras Shelter
O segredo das Guitarras Shelter serem um total sucesso de vendas e aceitabilidade dos guitarristas nos últimos anos é sem dúvida pela aliança de alta qualidade e preços pra lá convidativos. Só quem já tocou e avaliou o acabamento de uma guitarra Shelter, pode dizer o quanto estas guitarras esbanjam qualidade, comparadas por aí até a outras marcas muito mais famosas.
Aliás, as guitarras Shelter são conhecidas por oferecerem timbres incrivelmente semelhante as guitarras de seus respectivos modelos das marcas mais famosas.
Nós da Mundomax hoje vamos dar destaque a um dos modelos que mais encantam os guitarristas pelo Brasil a fora:
Guitarra Shelter Nashville 300
A Guitarra Les Paul Nashville 300 da Shelter é uma cópia fiel de um dos modelos mais aclamados e populares do mundo a Les Paul da Gibson. Ela é linda, com um visual extremamente atraente. Possui várias cores: vinho, preto, branco, vários tons de sunburst…
O destaque maior da Nashville da Shelter sãos mesmo seus captadores Humbuckers: potentes ao extremo. Seu som pode proporcionar desde de timbres suaves até distorcidos com muito sustain (garantido pela sua ponte Tune-o-Matic). Uma guitarra essencialmente roqueira.
Então, se você é fã de Slash, Jimmy Page, The Edge e companhia, ou simplesmente é um amante das guitarras Les Paul, e não quer desbancar muita grana para comprar uma Gibson ou uma Epiphone, mas exige boa qualidade, a Nashville 300 é perfeita para você. Veja mais sobre ela Clicando Aqui!
Nós da Mundomax indicamos as Guitarras Shelter sempre que alguém quer qualidade e preço baixo. E se você quer saber mais sobre elas, entre em nosso site e confira inúmeros modelos de guitarras Shelter, Confira!
É hora de comprar a Primeira Bateria Musical
17/03/10
Ansioso? Já está roendo as unhas dos pés? Pois acalme-se! Ou seus cabelos vão ficar brancos antes do tempo. Tá bem, eu entendo. Comprar a primeira Bateria é um fato histórico, e marcante, na vida de qualquer músico, você nunca esquece.
Então, nós da Mundomax reunimos hoje algumas dicas básicas, mas que são importantes na hora de escolher sua primeira Bateria Musical.
Para os Pais de um futuro fera da Bateria
O fato é seguinte quando uma criança ou adolescente decidem que querem aprender a tocar bateria, os pais é ficam quase loucos e pensam: os vizinhos vão ficar surdos, vou ter que aguentar aquela barulheira ou em que bendito lugar vou colocar uma bateria? Mas não adianta, eles querem. E pode acreditar vai ser bom pra eles. Uma Bateria é um dos instrumentos musicais mais indicados para iniciação das crianças na música. Por que além de estimular a parte musical, fortalece a coordenação motora.
Dica da Mundomax: A iniciação musical infantil desempenha um importante papel na formação do indivíduo durante a fase escolar, incentivando a concentração, memorização, imaginação e a criatividade. A prática de qualquer tipo de instrumento musical torna a criança mais confiante, facilitando os relacionamentos interpessoais e melhorando a interação com o ambiente ao seu redor.
Para os Pais e os futuros Feras da Batera
Como sempre, comece colocando a mão no bolso, e veja o quanto você está disposto a gastar em uma Bateria. Mas entenda, de um modo geral não há sentido, já de cara, tirar da loja uma Pearl Master Custom. Compensa comprar uma bateria “básica”, simples e mais barata, claro que não precisa ser também uma Gope usada da década de 70 ou uma BNB, existem no mercado diversas marcas e baterias oferecem o “básico” com excelente qualidade.
É claro que o valor investido em uma Bateria Musical não é nada barato, porém, muitas vezes compensa pagar R$ 200,00 a mais em uma bateria melhor, mas que não lhe trará dores de cabeça, do que pagar R$ 500,00 em uma Bateria BNB, que vai quebrar nos primeiros dias de uso, isso é dinheiro jogado no lixo!
A escolha de uma bateria é sem dúvida uma das mais complexas escolhas de toda a banda, afinal, o baterista têm a função de manter o ritmo de todos os integrantes. Por isso, desde cedo, sempre estude com um metrônomo, é como sua baqueta, parte fundamental do aprendizado.
Em segundo lugar, o que deve ser analisado é o estilo que você toca. Por exemplo, não adianta comprar uma bateria de 4 tons se você vai tocar numa banda cover dos Beatles. Você pode até dizer: “Meu, mas uma bateria enorme é super legal!” Mas não vai servir. Aliás, de que adianta tantas peças se você não usa e nem usará metade delas? Você deve aos poucos adaptar seu estilo e criar sua personalidade e identidade musical, escolhendo as peças de sua bateria, e isso só o tempo e a experiência trará.
O estilo musical também é importante na hora comprar um Bateria Iniciante. Se o seu fascínio é o Heavy Metal, você vai precisar de peças resistentes. Mas se a sua intensão é tocar MPB ou na banda da Igreja, uma bateria tradicional para iniciantes resolve seu caso.
É hora de Comprar sua Bateria Musical
Lembre-se: Uma Bateria nunca é completa, você a vai montando e melhorando ao longo do tempo. Na primeira compra você vai precisar de baquetas e de um banco. Ah, e detalhe interessante, seja em uma loja física, seja em uma loja On-line, as baterias raramente vem com Pratos embutidos. E se este é o caso, dê preferência aos pratos da Orion, são nacionais, baratos e de excelente qualidade. Veja Exemplos!
A alma da bateria é a madeira. Por mais que uma bateria tenha ferragens ótimas, se a madeira for ruim, a bateria vai ser consequentemente fraca (em termos de som), também. Madeiras de alta densidade como Maple e Birch são mais ressonantes do que as de basswood, por exemplo, que é uma madeira que tem overtones muito acentuados e pouca definição. As dicas de madeiras para bateria da Mundomax são:
- Maple (Bordo), Birch (Bétula), Mogno (Mahogany), Oak (Carvalho) , Beech (Faia), Copaíba, Cedro Rosa, Imbnuia, Pinho (Spruce), Araucária, Freijó, Marfim, Bapeva, entre outras são próprias para a fabricação de tambores, cada uma com suas características singulares… Lembrando que às vezes se misturam as madeiras para resultados distintos.
Tambores: Em geral, quanto maiores, mais graves são, logo, se seu estilo musical requer um som pesado, busque comprar baterias de tons 12 e 13 polegadas. Um modelo muito usado atualmente é a configuração com tons de 10 e 12, que também serve para rock e tem um volume mais controlado para gravações. O bumbo de 22 polegadas ainda é o mais usado e mais popular, pois tem mais volume e agressividade, sendo mais grave que o de 20 que também é muito usado. A caixa não é diferente, e os modelos padrões são 14 x 5,5 polegadas. Não vem ao caso entrar em detalhes dos diversos modelos, tipos de madeira e medidas de caixas e tambores, afinal, isso é uma coisa pessoal, e somente ouvindo e tocando em um deles você poderá montar sua opinião a respeito e escolher a melhor configuração para você e isso só pode ser feito depois que você passar dessa fase de aprendizado.
Dicas de Bateras da Mundomax
Bateria Infantil 4322 TURBO
A Bateria Infantil 4322 TURBO é bem diferente dos modelos tradicionais de bateria infantil do mercado. A grande maioria destas baterias tem suas peças e ferragens muito frágeis, e oferecem timbres muito inferiores a uma bateria normal. Já a Bateria Infantil 4322 TURBO é um modelo profissional, só que em tamanho reduzido.
Ou seja, a Bateria Infantil 4322 TURBO, oferece timbre e tocabilidade de baterias comuns. Ela é desenvolvida para crianças até 10 anos, dependendo ainda do porte físico da criança. Vem com banco, duas baquetas e pedal simples. Veja mais sobre ela Clicando Aqui.
Bateria CLASSIC C1019BL CITY
Se você chegou até aqui procurando uma bateria que lhe ofereça boa qualidade sonora, que amplie sua criatividade musical e com um dos melhores preços do mercado. Pois bem, você não precisa mais procurar. A City lhe dá tudo isso e muito mais.
Ela é uma linha de Bateria da excelente marca Planet. Ela possui um modelo clássico, estilo Beatles, ideal para qualquer utilização. Ela proporciona resposta rápida e fiel a suas batidas. Ela foi projetada especialmente para atender os mais novos bateristas do pedaço.
A Bateria CITY CLASSIC C1019 é um sucesso em Pequenas Igrejas ou Congregações, bandas de garagem, escolas de música e outras atividades educacionais. Veja Mais Sobre a Bateria Musical City.
E Agora que você já foi apresentado a algumas dicas simples para comprar uma boa Bateria Musical, aproveite as ofertas da Mundomax! E escolha os modelos de Baterias ideais para você tocar, confira!
Viola Caipira – a Viola Brasileira
10/03/10
A Viola Caipira é um dos símbolos da música popular Brasileira, principalmente quando se trata da música sertaneja. E como ser um blog especializado em Instrumentos Musicais, sem nunca ter dedicado um artigo a boa e velha Viola Caipira?? Por isso nós da Mundomax trouxemos para você um pouco mais sobre este belo instrumento: A Viola Caipira. Mas antes de ler o artigo dê um play abaixo para ir ouvindo a Orquestra à Base de Cordas de Curitiba em parceria com o grande violeiro brasileiro Roberto Corrêa. Música: Baião do Pé Rachado.
Viola cantadeira, chorosa, serena, viola de dez cordas, de pinho, de arame, de queluz, viola cabocla, sertaneja, nordestina, brasileira… Seja lá como você chama, hoje vamos trata-lá apenas como Viola Caipira.
Tudo começou em Portugal. Inspirados em alguns instrumentos árabes esquisitos, como o alaúde (foto ao lado), os portugueses tiveram a excelente ideia de criar um instrumento de 10 cordas,
chamamos aqui de Viola Portuguesa. Daí por diante é fácil adivinhar o que aconteceu: As violas portuguesas chegaram ao Brasil trazidas por colonos portugueses de diversas regiões do país e passou a ser usada pelos jesuítas na catequese de indígenas. Mais tarde, os primeiros caboclos começaram a construir violas com madeiras toscas da terra. Agora sim, digamos que aí sim a Viola Caipira, a verdeira Viola Caipira começou sua história.
A história desde então é muito obscura e cheia de lendas, afinal, nunca um instrumento musical foi tão envolto de folclore. A Viola Caipira se mostra em diversas manifestações brasileiras, como Catira, Fandango, Folia de Reis, e outras, pelo Brasil afora.
Mas no fim, a viola caipira é o símbolo da original música sertaneja, conhecida popularmente como moda de viola ou música de raiz. Musicas entoadas em suas cordas atravessaram décadas e gerações e até hoje estão presente no nosso dia a dia da cultura brasileira. Em Minas Gerais, São Paulo, Goiás, Mato Grosso, Paraná, Mato Grosso do Sul dentre outros, a viola caipira tem destaque na música, onde a tradição da moda de viola é passada de geração em geração.
A forma da viola caipira, como encontrada na sua grande maioria atualmente, assemelha-se muito à forma de um violão, sendo a principal diferença o tamanho reduzido da escala e da caixa de ressonância. A madeira utilizada na maioria das violas é o pinho, podendo, entretanto, ser utilizado o jacarandá e outros tipos.
A Viola Caipira possui algumas características que a tornam um instrumento único. A primeira consiste na disposição das cordas: 10 cordas unidas aos pares, montando 5 pares. Os dois pares mais agudos são afinados em uníssono (mesma nota, na mesma altura). Os outros três pares são afinados em oitavas (mesma nota, com diferença de alturas de uma oitava). Ainda, sempre se tocam as duas cordas do par juntas.
A segunda, é o fato da Viola Caipira ser menor que um violão, tanto no que diz respeito ao tamanho da sua caixa de ressonância, quanto no tamanho da escala.
A terceira, por causa das afinações. Existem diversas afinações utilizadas, diferentemente do violão. Na viola, as afinações, normalmente, formam acordes abertos (como Ré maior ou Sol menor somente para exemplificar), fato que não ocorre com a afinação de outros instrumentos.
A viola caipira é o símbolo da original música sertaneja, conhecida popularmente como moda de viola ou música raiz. Musicas entoadas em suas cordas atravessaram décadas e gerações e até hoje estão presente no nosso dia a dia da cultura brasileira. Em Minas Gerais, São Paulo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul dentre outros, a viola caipira tem destaque na música, onde a tradição da moda de viola é passada de geração em geração.
Lendas e histórias
E não há como falar da Viola Caipira sem envolvê-la com o folclore brasileiro e em lendas e histórias acerca da tradição dos violeiros.
Há diversas lendas e histórias a respeito das afinações da viola. O nome da afinação Cebolão, por exemplo, seria do fato das mulheres chorarem, emocionadas ao ouvir a música, como quem corta cebola.
A afinação Rio Abaixo seria originada na lenda de que o diabo costumava descer os rios tocando viola nessa afinação e, com ela, seduzindo as moças e as carregando rio abaixo. Do violeiro que utiliza esta afinação diz-se, eventualmente, que pode estar enfeitiçado ou ter feito pacto com o demônio.
Acredita-se que a arte de tocar viola seja um dom de Deus, e quem não o recebeu ao nascer nunca será um violeiro de destaque. Porém, a lenda diz que mesmo a pessoa não contemplada com este dom pode adquirir habilidade de um bom violeiro. Uma das opções seria uma magia envolvendo uma cobra-coral venenosa e é conhecida como “simpatia da cobra-coral”. Outro modo seria fazer rezas no túmulo de algum antigo violeiro na sexta-feira da paixão. Há ainda a possibilidade de o violeiro firmar um pacto com o Diabo para aprender a tocar viola.
O pesquisador Antônio Candido conta que na região da Serra do Caparaó, assim como em outras, o diabo é considerado o maior violeiro de todos. Tal mito explica a quantidade de histórias, em todo o Brasil, de violeiros que teriam feito pacto com o Diabo para tocarem bem. Porém, o violeiro que faz este tipo de pacto não vai para o inferno já que todos no “céu” querem violeiros por lá.
Uma característica dos violeiros típico do nordeste são os duelos de tocadores. Todo bom violeiro se auto-afirma o melhor da região. Se outro violeiro o contraria, o duelo está começado.
Em certas regiões, por tradição, as violas carregam pequenos chocalhos feitos de guizo de cascavel, pois segundo a lenda, tem poder de proteção para a viola e para o violeiro. Segundo contam os violeiros de antigamente, o poder do guizo chega a quebrar as cordas e até mesmo o instrumento do violeiro adversário.
Enfim, a Viola Caipira é mais do que um instrumento, é um dos protagonistas do folclore brasileiro, marca de tradição regionalista e claro, musicalidade presente em nossas vidas. Na loja Mundomax você encontra muitas Violas Caipiras, Confira!











































