Instrumentos Musicais
Posso colocar cordas diferentes no meu violão?
Vejamos: Se analisarmos as características ambos os violões, fabricados em sua originalidade, poderemos logo de cara perceber inúmeras diferenças entre eles além de apenas o encordoamento aço e nylon.

A começar pelo braço, que são mais largos nos violões para encordoamento nylon que nos de aço. Isso se deve não só porque as bitolas das cordas de nylon são mais espessas que as de aço – que são mais finas, mas também porque a densidade das mesmas são menores, o que faz com que precise de mais espaço vibratório para atingir as mesmas notas que uma corda de aço. E o braço de um violão para encordoamento aço é muito mais resistente que o para nylon, portanto, o excesso ou a deficiência de tensão pode empenar o braço do violão tanto para frente (cordas de aço em violão para nylon) como para trás (cordas de nylon em violão para aço).
Outra diferença importante está na confecção das “espinhas” internas, que nos violões para encordoamento nylon são mais finas que as dos para aço – mais grossas e resistentes. Isso é preciso para que o tampo não ceda mediante a tensão que a corda de aço exerce e acabe por ovalar ou descolar da tira que a fixa internamente. Nos de nylon, porém, já não é preciso usar tanta madeira – essas cordas fazem menos força no violão em si. Observe um detalhe: Como as cordas de nylon têm menos volume de timbre que as de aço, portanto, soa mais baixa. Isso exige que o violão nylon tenha uma caixa de ressonância com menos madeira e espinhas para compensar essa “perda” em relação à corda de aço com mais acústica.
Em seguida, outra diferença marcante entre ambos está nas tarraxas e no cavalete. As cordas de nylon são fixadas em tarraxas tipo borboleta/saca-rolha, enquanto as de aço são fixadas em tarraxas semelhantes às de guitarra (pinos blindados). Se colocar cordas de aço em violão nylon, a força provavelmente estragará as tarraxas e o plástico que a reveste, além de estragar a fixação da afinação posteriormente. Já o inverso – nylon em tarraxas aço – danificará o encordoamento que ficará com a durabilidade comprometida. O cavalete é outra peça que acumula diferenças, pois nos violões para encordoamento nylon eles são do tipo passante, enquanto nos de aço são do tipo pino de fixação. E os cavaletes para nylon, lógico, são mais frágeis, pois o a tensão do encordoamento fica concentrada diretamente nele, sem a ajuda do tampo.
Se fixarmos atenção nos trastes observaremos também que na maioria dos violões para nylon eles são do tipo quadrado ou trapézio, enquanto os para aço são triangulares ou jumbo. Essa diferença é importante para reduzir o atrito das cordas com o traste, principalmente nos “bends”, reduzindo o desgaste precoce de ambos. Então, se você coloca cordas de aço em um violão com trastes quadrados ou tipo trapézios, essas cordas desgastarão muito facilmente esses trastes, formando “valas” que dificultarão a ação de fazer os acordes. Ao contrário, ou seja, cordas de nylon em violão com trastes jumbo ou triangulares, irá fatalmente cortar as cordas, diminuindo seu tempo de vida – ou inutilizando-a mesmo.
Quanto ao som, devido às características de fabricação diferentes, violões para nylon quando com encordoamento aço tendem a perder muito médio e ganhar muita “sujeira” na reverberação e os agudos ficarão disformes. Já cordas de nylon em violão confeccionado para aço reproduzem um som com excessos de médio, estridente, agudo poluído e o grave disforme, meio pesado e sem brilho.
Enfim, não existe vantagem nenhuma – nenhum ganho, ao modificar a orientação de encordoamento para qual o violão foi projetado originalmente e eu não conheço violão híbrido, creio que não exista. Pense nisso, antes de cometer a besteira de colocar cordas de aço em violões para nylon ou vice-versa. No primeiro caso, fatalmente você estragará o seu violão enquanto que no segundo caso colecionará apenas perdas no desempenho do mesmo. O melhor a fazer é adquirir o violão certo que atenda às suas necessidades de estudo/prática, ou então um exemplar de cada tipo.
17 Benefícios de você aprender um Instrumento Musical
O filósofo chinês Confúcio disse há muito tempo, e me parece que realmente faz muito tempo, que “a música produz um tipo de prazer que a natureza humana não pode prescindir” .
A verdade é que tocar um instrumento musical tem muitos benefícios, se você é homem já deve estar pensando em “mulheres”, bem, não é este o caso, hoje vamos falar de outros valores. Este artigo irá fornecer-lhe 17 benefícios de tocar um instrumento (sem uma nenhuma ordem particular) e espero dar-lhe um sentido melhor de apreço e paixão pela música.
1. Aumenta a capacidade de sua memória
Uma pesquisa mostrou que tanto ouvir música, quanto tocar um instrumento musical, estimulam o seu cérebro e pode aumentar sua memória. Um estudo foi feito em 22 crianças da idade 3-4 anos que receberam ou aulas de canto ou aulas de teclado. Ao contrário, um outro grupo de 15 crianças não recebeu aulas de música. Ambos os grupos participaram das mesmas atividades pré-escolares. Os resultados mostraram que as crianças pré-escolares que receberam aulas de teclado semanais melhoraram suas habilidades de espaço-temporal de 34 por cento a mais do que as outras crianças. Não só isso, mas os pesquisadores disseram que ainda há efeitos a longo prazo. (http://brainconnection.positscience.com/topics/?main=fa/music-education2#A1)
2. Refina a sua gestão de tempo e habilidades organizacionais
Aprender a tocar um instrumento exige que você realmente aprenda a ser organizado e de gerir o seu tempo com sabedoria. Um bom músico sabe que a qualidade do tempo de prática é mais valiosa do que a quantidade. Para que um músico possa progredir mais rápido, ele deve aprender a organizar seu tempo de maneira prática e ainda definir metas, fazendo uso eficiente do tempo.
3. Desenvolver a competência de: Trabalho em Equipe
Saber trabalhar em equipe é um aspecto muito importante para ser bem sucedido na vida. Tocar um instrumento exige que você trabalhe com os outros para fazer música, ou mesmo aprender. Em bandas e orquestras você deve aprender a cooperar com as pessoas ao seu redor. Além disso, para que um grupo consiga executar uma música de maneira perfeita, cada músico deve aprender a ouvir o outro e tocar junto.
4. Ensina perseverança
Aprender a tocar um instrumento leva tempo e muito esforço, o que realmente lhe ensina paciência e perseverança. A maioria das pessoas não consegue tocar qualquer música perfeitamente de primeira. Na verdade, a maioria dos músicos tem que trabalhar nas partes mais difíceis de uma música durante muito tempo.
5. Melhora a sua coordenação
A arte de tocar um instrumento exige muita coordenação olhos-mãos-dedos-pulsos-movimentos-braços. Ao ler as notas musicais em uma página, o seu cérebro, subconscientemente deve converter essa nota em padrões motores específicos, dispondo também de respiração e ritmo.
6. Melhora sua habilidade matemática
Ler música requer notas, contagem, compasso e ritmo, o que pode ajudar suas habilidades matemáticas. Além disso, a teoria de aprendizagem musical inclui muitos aspectos matemáticos. Estudos
7. Melhora as suas habilidades de leitura e compreensão de textos
De acordo com um estudo publicado na revista Psychology of Music, “As crianças expostas a um programa de vários anos de ensino musical, envolvendo a formação mais complexa de habilidades rítmicas, tonal e práticas de instrumentos musicais, exibiram desempenho cognitivo superior em habilidades de leitura e compreensão de textos, em comparação com os “não treinados” musicalmente.” (http://www.sciencedaily.com/releases/2009/03/090316075843.htm)
Não é surpreendente ouvir resultados como esse porque a música envolve leitura e compreensão constantes. Quando você vê notas em preto e branco em uma página, você tem que reconhecer o que é o nome da nota e traduzi-lo para uma posição com os dedos. Ao mesmo tempo, você também tem de definir o ritmo.
8. Aumenta sua responsabilidade
Tocar um instrumento também é uma responsabilidade. A manutenção e o cuidado são muito importantes para manter um instrumento em boas condições de funcionamento. Cada instrumento tem procedimentos diferentes para se manter funcionando, mas a maioria dos instrumentos precisam de limpeza e alguma forma de lubrificação. Além das responsabilidades de manutenção, existem outros aspectos como lembrar de eventos musicais (como ensaios e apresentações) e organizar o tempo para o estudo e prática.
9. O Expõe a história cultural
Boas Músicas muitas vezes refletem o ambiente e o tempo de sua criação. Por exemplo, músicas do movimento Tropicalista, de Caetano, Gilberto Gil… lembram bem os tempos de opressão do militarismo. E também você aprende uma variedade de tipos de música, com tradições, regionalismos, a música popular, medieval e outros gêneros. A música em si é história, e cada uma normalmente tem o seu próprio plano de fundo e um enredo.
10. Aguça a sua concentração
Reprodução de música por si mesmo requer que você se concentre em coisas ao mesmo tempo, como ritmo, altura, tom, melodia, duração da nota e qualidade de som. Reprodução de música em um grupo/banda envolve concentração ainda mais porque você não apenas deve ouvir a si mesmo, mas você tem que ouvir todas os outros instrumentos, e se esforçar para manter a harmonia.
11. Promove a sua auto-expressão e alivia o stress
É o seu instrumento, assim você pode tocar o que quiser nele! Quanto mais avançado você se tornar em um instrumento, mais músicas você poderá tocar. E a música, taoca por você mesmo, é uma forma de expressar sua emoção. Isto tem provado aliviar o stress e pode ser uma excelente forma de tratamento. Aliás, a musicoterapia tem sido útil no tratamento de crianças e adolescentes com autismo, depressão e outros distúrbios.
12. Cria um sentimento de conquista
Superar desafios musicais que você pensou que nunca conseguiria, pode dar-lhe um grande sentimento de orgulho sobre si mesmo. Quando você começa a aprender a tocar um instrumento, por exemplo, parece que apenas o fato de conseguir segurar uma nota com uma batida assertiva, ou conseguir tocar uma sequência pequena de acordes, é um feito incrível. E quando você pratica e se torna um músico mais experiente, sua música torna-se agradável não só a você mesmo, mas também as outras pessoas ao seu redor, o que é uma experiência gratificante.
13. Promove suas habilidades sociais
Tocar um instrumento pode ser uma ótima maneira de melhorar suas habilidades sociais. Algumas das melhores pessoas se juntam em bandas e orquestras, e muitas vezes os amigos que você faz pela música se tornam como uma família. É muito comum as pessoas para ganharem amizades para a vida toda por meio de atividades musicais.
14. Aumenta as suas habilidades de escutar
Embora seja bastante óbvio, tocar um instrumento exige que você ouça tudo com muita atenção. Você tem que aprender a ouvir quando você está tocando uma nota errada, a fim de corrigir a si mesmo. Ajustando o seu instrumento significa ouvir se o tom que você está tocando é alto (agudo) ou baixo. Quando tocar numa banda, você tem que ouvir a melodia e tocar mais suave se você é um instrumentista de suporte (acompanhamento). Há muitos exemplos para listar todas as possibilidades aqui, mas é só tocar um instrumento que está garantido a melhora nas suas habilidades de escuta.
15. Ensina disciplina
Como mencionado anteriormente, tocar um instrumento pode ser muito desafiador. Uma das qualidades que os músicos aprendem é a disciplina. Praticar muitas vezes e trabalhar nas partes duras da música e não apenas o material fácil e divertido, exige disciplina. Os melhores músicos do mundo são mestres da disciplina, e é por isso que eles são tão bem sucedidos em seu instrumento.
16. Eleva as habilidades de seu desempenho e reduz o medo do palco
Um dos objetivos da prática excessiva em seu instrumento é que o que você consegue tocar sozinho, consiga também realizar para os outros. Quanto mais você se levanta na frente das pessoas para tocar, mais você vai perde qualquer medo do palco. Tocando no palco em uma banda ou orquestra contribui com medo do palco, porque você não está sozinho.
17. Promove a felicidade em sua vida e aqueles ao seu redor
Tocar um instrumento musical pode ser muito divertido e emocionante. Não só é divertido para tocar a música que você gosta, mas é maravilhoso ouvir o público aplaudi-lo, após um grande desempenho. Ele também pode ser muito honroso e gratificante para tocar em sua comunidade, para os amigos, família e ver a felicidade no rosto das pessoas porque eles gostam de ver você tocar.
Conclusão
Como você pode ver tocar um instrumento musical tem muitos benefícios e espero que este humilde texto de um certo “start” e motive-o a começar em um instrumento musical, ou mesmo continuar praticando e sempre, para manter a música em alto nível. Sempre que você se deparar com desafios como músico, pense sempre que no final, os benefícios são incontáveis.
Se você lembra de outros benefícios de tocar um instrumento musical e gostaria de compartilhar, escreva abaixo!
Festival de música
Essa semana é semana de Festival de Música na Mundomax.
Instrumentos musicais estão com 10% de desconto no boleto ou com opções de parcelamento em até 10x sem juros.
Confira no nosso site e não fique de fora dessa.
Expomusic 2012
A Expomusic- 29ª Feira Internacional da Música - é a maior feira de música da América Latina. Um grande evento super esperado por músicos e profissionais da música em geral, para se atualizarem sobre tendências e lançamentos de grandes marcas, estimulando o desenvolvimento da indústria do segmento no país.
A feira reúne 200 expositores de instrumentos musicais, acessórios, som profissional e iluminação, que apresentam todos os instrumentos musicais conhecidos, acessórios, som profissional, edições musicais e estruturas de palcos e iluminação, além de extensa agenda de shows, workshops e tarde de autógrafos com músicos renomados.
Além disso, o evento reúne várias atrações com artistas nacionais e internacionais, como shows, demonstrações de instrumentos dos expositores, sessões de autógrafos e fotos, workshops e entrevistas. E tem ainda o espaço Music Hall, onde artistas iniciantes podem mostrar seu trabalho, dos mais diversos estilos.
A Mundomax vai estar lá para tentar se atualizar e trazer o que há de melhor no mundo da música para vocês
A EXPOMUSIC 2012 acontece de 19 a 22 de setembro na Expo Center Norte localizada na Rua José Bernardo Pinto, 333, Vila Guilherme, São Paulo, SP.
Dias 19 e 20 a feira é restrita a profissionais do setor com convite ou crachá.
Dias 21 a 23, o evento é aberto ao público em geral mediante compra de ingresso. Entram sem pagar nesses dias somente compradores e músicos com crachá.
Crianças com idade até 12 anos, maiores de 60 anos e deficientes físicos têm acesso gratuito.
Horários: 19 a 22, das 13 às 21 horas; dia 23, das 11 às 19 horas.
Mais informações pelo telefone: (11) 2226-3100
Pedaleira BOSS GT-100
Exageros a parte, mas a BOSS GT-100 foi a pedaleira de guitarra mais esperada do planeta. Não dá para dizer que a melhor pedaleira que existe, mas a GT-100 é um dos processadores mais poderosos do mercado, que vai do clássico ao moderno de forma simples e intuitiva, num corpo ultrarresistente. É a melhor opção de pedaleira profissional para guitarristas que estão em crescimento. A Boss GT100 chega para substituir um dos grandes sucessos de vendas da marca que foi a: GT-10.
A GT-100 então é o novo carro-chefe da Boss. Ela recria tanto amplificadores vintage, bem como timbres modernos e futuristas, e tudo isso graças à já conhecida tecnologia COSM. A interface de usuário foi atualizada com um visor de LCD duplo e o aprimoramento da função EZ TONE, recebendo novas opções de customização de amplificadores e efeitos de Overdrive/Distorção.
Apresentação
Gt-100 Amostras de timbres
Destaques
Amplificadores COSM Avançados: Além do “Vintage”
Com um processador COSM de última geração, a GT-100 recria em detalhes o comportamento de amplificadores vintage, esta BOSS não só disponibiliza os sons clássicos desses amplificadores, mas oferece também possibilidades de customização. A função AMP CUSTOMIZE permite customizar amplificadores clássicos além do real. Crie timbres novos e impressionantes!
Interface Simples e Intuitiva
O display duplo de LCD da GT-100 e sua interface com 8 knobs permitem controle rápido e intuitivo. Não há menus de navegação e cada função é acessada instantaneamente. A customização de timbres também foi aprimorada. Todos os patches, amplificadores, overdrives e distorções podem ser criados do zero ou customizados com a função TONE GRID.
Novas Possibilidades com o Pedal ACCEL.
Uma nova dimensão de expressividade está disponível com o pedal ACCEL, que permite o controle de múltiplos parâmetros simultaneamente, bem como efeitos de variação de tempo como FEEDBACKER, S-BEND, TWIST, etc. Experimente combinações criativas de parâmetros, interagindo em tempo real com o pedal.
Nova Divisão dos Canais A/B.
Outra nova função da GT-100 é o versátil divisor de canais A/B. Configure diferentes amplificadores e efeitos para cada canal e divida o sinal não só pelas dinâmicas, mas por frequência também, com cada canal capaz de ter seus próprios efeitos e configurações de amplificadores. O alcance das possibilidades de timbres está cada vez maior. Configure timbres suaves de solo para as frequências mais agudas, por exemplo, e timbres pesados e cortantes para os graves.
Bem, esta é Pedaleira Boss GT-100. Compre ela na Mundomax:
Leve sempre seu instrumento novo ao Luthier
Acabou de comprar um instrumento novo? Bem, se for um instrumento de cordas (guitarra, violão, baixo, violino…), arranje mais uma graninha (normalmente de R$ 30 a R$200, depende do instrumento e do que você quer) e o leve a um Luthier correndo.
O que é um Luthier?
Antes de qualquer coisa, é bom explicar a função de um Luthier. Este é o profissional que trabalha com a construção e manutenção de instrumentos musicais. Originalmente, a lutheria é a arte que trabalha apenas com instrumentos de corda, como o violão, o violino ou o baixo, mas, generalizou-se o uso termo para denominar todos os profissionais que trabalham com todos os instrumentos, sejam de cordas, sopro ou percussão. Esse profissional é responsável por construir, manter, regular, consertar e afinar instrumentos.
Por que levar um novo?
Lembre-se que a grande maioria dos instrumentos musicais hoje são fabricados em série e gigantescas quantidades. Vale lembrar ainda que a maioria das marcas, mesmo as maiores e mais famosas, já levaram suas fábricas para a China e outros países orientais. Isso devido ao custo da mão de obra e a produção rápida e prática. O que acontece é que os instrumentos saem da loja muitas vezes desregulados ou com uma “regulagem” padrão, o que muitas faz com que você nunca consiga uma sintonia com o seu instrumento novo.
O mercado tem nos mostrado que os músicos, iniciantes e intermediários em sua maioria, muitas vezes negligenciam a importância de ver um Luthier e regular seu instrumento. O que acontece é que todo mundo pensa que um instrumento novo não precisa ser regulado. Têm também aqueles que tocam, e acham que a regulagem está boa e não consultam um Luthier.
O Conforto e a sonoridade
Estes são certamente os benefícios mais importantes em levar um instrumento ao Luthier. Você tem a oportunidade de tirar a melhor timbre possível do seu instrumento e ainda terá a altura das cordas postadas de maneira que ofereçam maior conforto.
E se você for rápido…
No momento da aquisição de um novo instrumento, é importante levar num luthier de confiança para que o mesmo examine o instrumento e informe ao músico detalhes sobre a saúde do instrumento pois, se for o caso, há tempo hábil para trocar o mesmo.
O que ele vai verificar?
Alguns itens interessantes de serem verificados pelo luthier numa revisão básica são:
- Ação (altura das cordas);
- Ajuste do tensor;
- Troca do rastilho e do nut por peças de osso;
- Nivelamento dos trastes (se estiverem desnivelados, podem causar trastejamentos).
- E muito mais;
Então, fique ligado. Leve seu instrumento novo a um luthier de confiança sempre que comprar ou sentir algo estranho no mesmo, uma simples consulta pode o livrar de futuros gastos desnecessários, além da dor de cabeça. Até a próxima.
Meu Violão Empenou… o que faço?
Empenar o Braço é um dos males mais comuns em instrumentos de cordas, seja ele uma guitarra, um violão ou um contra baixo. Hoje nós da Mundomax vamos dar algumas dicas para o seu instrumento não se transformar em um berimbau.
Quando você sente que seu instrumento está ficando “duro” ao toque, o som meio “chocho” ou a afinação já não fica mais 100% são inúmeras as coisas que podem estar ocorrendo com ele: o braço pode estar empenado, o tampo pode estar torcido ou o cavalete descolando…
Essas avarias fazem com que a ação das cordas fique muito alta, tornando o toque desconfortável.
A causa dos empenamentos e torções se dá devido a vários fatores, por exemplo:
1- Uso de calibre de cordas não compatível com o tamanho de escala e estrutura do tampo;
2- Condições climáticas (umidade do ar excessiva ou escassa e temperaturas elevadas);
3- Mau acondicionamento;
4- Madeiras componentes do tampo ou braço com posição de corte incorreta.
Antigamente, talvez até nem tão antigamente, era comum usar cordas de aço em violões de nylon. Isso por que o Brasil não fabricava violões aço, os que tinham por aqui eram importados. Com isso, muitos violonistas ainda utilizam cordas de aço em violões clássicos – algo herdado dos antigos – e se gabam em dizer: “Meu violão tem um sonzão”! É evidente que o instrumento falará alto, pois as cordas de aço estão vibrando numa superfície fina — como o tampo de um violão clássico — vão potencializar ao extremo o volume e, consequentemente, transformá-lo num berimbau!
Braço empenado
O braço tende a empenar a partir da 5ª casa em direção à pestana.
Causas: Cola inadequada entre o braço e a escala, madeira em corte incorreto, variações climáticas bruscas e calibre de cordas incorreto.
Solução: Os violões de cordas de aço geralmente vêm equipados com tensor regulável e, se o empenamento não for extremo, o ajuste no tensor resolve esse problema. Em violões clássicos, que em regra não possuem tensor, o problema é maior. Se o empenamento for leve, retiram-se os trastes e faz-se uma retífica da madeira da escala e a recolocação dos trastes. Já em um empenamento mais agudo, deve-se sacar a escala, desentortar o braço com direcionamento de calor e colar a escala novamente, seguida de nova colocação de trastes.
Tampo torcido
O tampo é o problema mais grave. Quando a tensão de cordas atua sobre ele, há um movimento de inversão: a parte posterior ao cavalete sobe e a parte anterior afunda. Muitas vezes a trava que sustenta a escala embaixo do tampo se rompe ou abaixa demais. Esse conjunto de empenamentos e torções faz com que a ação das cordas se levante naturalmente, causando total desconforto ao toque.
Solução: nos casos mais simples, abaixar a altura do rastilho é uma saída. Se o rastilho não tem mais altura em relação à angulação das cordas, a solução é remover o cavalete e substituí-lo por um mais baixo, desde que haja altura suficiente em relação ao braço. Nos casos mais graves, a única saída é a troca do tampo.
E quando as duas coisas acontecem?
Aí o estrago é grande. Nesse caso, é necessário desmontar o instrumento. Primeiro, removemos o braço, fazemos a troca do tampo e ajustamos o braço novamente. Esse trabalho custa muito caro, pois o tempo que um luthier leva para executar um serviço como esse chega a ser maior que o tempo que ele levaria para construir um violão novo. Esse tipo de serviço costuma ser feito em violões de valor alto ou instrumentos históricos.
Cabe dizer que cada caso é único e se apresenta de uma forma, por isso leve seu instrumento periodicamente ao luthier de sua confiança para que ele possa detectar tais problemas e poupá-lo de dissabores. A prevenção de possíveis avarias no instrumento custa menos que um violão novo!
Fonte: musictube.com.br
Que instrumentos e equipamentos Rafael Bittencourt utiliza?
Co-fundador e Guitarrista do Angra Rafael Bittencourt é um dos principais nomes da guitarra brasileira, além de ser multi-instrumentista, compositor, arranjador e produtor musical, formado em composição e regência pela FASM em São Paulo.
Acredito, que todo guitarrista que curte o Bittencourt quer saber que guitarras, violões e equipamentos o músico usa. Recentemente a Musictube, site especializado em Instrumentos Musicais, fez uma entrevista com Rafael Bittencourt, e entre as perguntas estava esta: Que instrumentos e equipamentos você usa atualmente? E que critérios você usa para escolhê-los?
Resposta de Rafael Bittencourt
Primeiramente, gostaria de enfatizar que tenho parceiros e patrocinadores que fazem minha carreira possível. Sem essas parcerias seria muito mais difícil conduzir uma carreira neste estilo de música no Brasil. Eu escolhi guitarras Yamaha por que são muito versáteis. A Fender não faz guitarra estilo Gibson e a Gibson não faz guitarras estilo stratocaster.
A Yamaha faz bem todos os principais tipos de guitarra, sejam stratos, lespauls, teles etc. Uso os violões Yamaha também. Eu visitei as fábricas da Yamaha no Japão e na Indonésia e pude testemunhar o quanto eles levam a sério não apenas a confecção de todos os instrumentos que eles produzem, mas o ensino musical e a importância da música na sociedade. Eu me identifico com a ideologia da empresa além dos excelentes instrumentos.
Quanto aos efeitos, tenho usado uma pedaleira BOSS GT-10, que me agrada muito pela praticidade e multi-funcionalidade. Ela atende a diferentes necessidades. Se eu preciso ligar em linha numa gravação ou ensaio, ela me atende. Se eu preciso ligar num valvulado, excelente. E se eu preciso tocar num transistorizado, também. Ela troca os canais dos amplificadores e torna minha vida mais fácil. Todos os produtos Roland e Boss são de primeira linha. O som dela é formidável.
Uso cordas Giannini que é a maior fabricante de cordas da America Latina, uma das mais antigas e respeitadas fabricantes de instrumentos do Brasil. Tenho orgulho de ver como os fabricantes nacionais têm produtos super competitivos no mercado. De todas as cordas nacionais que eu testei a Giannini foi a que eu mais me identifiquei.
Uso cabos e acessórios Planet Waves. Os cabos são feitos com altíssima tecnologia. Todos os pontos de solda são encapados, livres de oxidação, os plugs são totalmente vedados, livres de oxigênio, evitando interferências, ruídos de estática e baixa capacitância. O que permite que ele transmita o sinal puro, com todo o espectro harmônico mesmo com volumes bem baixos.
Amplificadores, uso sempre os valvulados. Uso vários. Gosto do Egnater, do Groove Tubes, do Mesa Boogie, do Peavey, do Marshall. Todos sabem o quanto os guitarristas são pirados por equipamentos. Eu tenho quatro tipos de aplicações principais para um equipamento: estudo, composição, ensaio e show. Por exemplo, não adianta o cara comprar um amplificador enorme para estudar e não ter um afinador e um metrônomo. É importante o consumidor saber bem qual a real necessidade dele antes de comprar. E os vendedores devem saber instruir o cara para fidelizá-los, a longo prazo, como reais consultores de venda, mais do que vender tudo de mais caro.
Para ver a matéria e a entrevista na íntegra, só dar um pulo no site da Musictube:
Guitarra Semi Acústica Tagima Blues 3000 (Visão Geral)
Hoje passo aqui para dar uma dica aos mais requintados guitarristas do Blues, a Tagima Blues 3000. Esta guitarra é uma peça bem interessante, sonoridade fantástica e acabamento impecável… Em um primeiro olhar identificamos logo de cara que a guitarra é bem parecida com suas irmãs mais famosas a ES-359 e a ES-335, ambas da Gibson.
Comparações a parte a guitarra leva a madeira de Maple em quase toda a sua estrutura, no Tampo, Laterais, Fundo e braço colado. A escala é em rosewood, com as famosas marcações em madre pérola de block inlays. Os trates são de médio jumbo e a largura do nut é de 43mm.
Mozart Mello
A guitarra ficou famosa ao começar fazer parte do set de Mozart Mello. Para quem não conhece, Mozart é um dos principais músicos brasileiros, ele é professor e coordenador didático do nomeado IG&T (Instituto de Guitarra e Tecnologia). Já lecionou para guitarristas de alto valor do Brasil, como Juninho Afram, Kiko Loureiro, Edu Ardanuy, Rafael Bittencourt e tantos outros.
Chris Pitman
A Tagima Blues 3000 encantou também até quem veio de fora. Em sua última passagem pelo Brasil o multi-instrumentista (tecladista/guitarrista do Guns N Roses/Sex Tapes) se interessou por uma TAGIMA Blues 3000 quando visitava uma loja de instrumentos no Rio de Janeiro. Agora ele leva a TAGIMA de carona a tiracolo pelo mundo.
Em resumo, Chris Pitman disse que ficou impressionado com a sonoridade da guitarra e que inclusive substituiu a sua guitarra favorita (uma vintage Epiphone Casino) por ela.
Vídeos
Corremos ao Youtube e encontramos vários vídeos de guitarristas com uma Tagima Blues 3000, selecionamos dois deles, postados abaixo:
Prós: A madeira de Maple, em que é fabricada a Blues 3000, parece ser muito bem tratada. A guitarra possui uma sonoridade bem encorpada. Seus bons captadores Humbuckers Special são bem completos, sonoridade bem agressiva. Um tom perfeito para os bluseiros de plantão.
A faixa de preço é a mesma das guitarras Semi-Acústicas da Condor, Hofma e algumas Epiphones, porém a qualidade sonora desta Blues 3000 surpreendeu até os guitarristas mais céticos em relação a Tagima. Sugerir inclusive o uso profissional desta guitarra. Excelente opção para guitarristas de bandas de Rock Clássico, Blues, músicos de Barzinhos…
Detalhe: A guitarra já acompanha o Case (aqui você já economiza +ou- uns R$300).
Contras: A guitarra não possui assim um defeito ou uma defasagem aparente. Lógico que certamente existam no segmento de Guitarras Semi Acústicas, peças melhores do que a Tagima Blues 3000, porém esta é uma guitarra que possui notas promissoras em todos os quesitos, da construção até o timbre.
Bem, para você saber mais sobre a Tagima Blues 3000, inclusive o preço, acesso nosso site:
http://www.mundomax.com.br/tagima/?search=blues&utm_source=blogmax
Os 3 Novos Violões Giannini GF-4M C, GF-2 HBC e GF-2S BK
Com a Expomusic deste ano a Giannini lançou três novos violões, todos da série Performance, e seguindo a linha, que é um sucesso de vendas da marca, GF-2 e GF-4.
Porém estes novos violões possuem alguns novos recursos e diferenciais impressionantes, se levarmos em consideração os outros modelos. Um desses recursos é o novo Pré Amp, agora da própria Giannini.
Estes novos violões receberam os nomes de GF-4M C, GF-2 HBC e GF-2S BK. Abaixo vamos falar um pouco de cada um.
Giannini GF-2 HBC e Giannini GF-2S BK
Os dois violões do subtítulo acima possuem exatamente as mesmas características, com um diferenças apenas nas cores. O GF-2 HBC, vem em um belo Sunburst Fosco, divulgado pela marca como Honey Burst. Já o Giannini GF-2S BK é todo preto, lindo instrumento em Satin Black Fosco.
Dessa vez a Giannini trouxe para estes novos Violões, no corpo (Faixa e Fundo) a madeira de Ovangkol, que apesar de ser largamente utilizada em Luthierias, é uma madeira bem mais exótica, do que a de Sapelle que vinha sendo utilizada nos outros violões da linha. O Ovangkol concebe timbres mais cheios e envolventes, corrigindo um pouco o déficit dos “médios” de outros violões Folk.
Estes Violões Folk da GIANNINI oferecem ao músico um timbre com um grave incrivelmente encorpado e médios gordos, altos. E ainda quando plugado em uma caixa ou mesa de som, você tem aí 5 bandas de equalização (Grave, agudo, 2 médios e presence), para você deixar o som bem ao seu gosto. Um outro diferencial é sua saída balanceada (XLR), onde o som sai mais completo e com maior ganho, ideal para gravações em Estúdio.
Giannini GF-4M C
O GF-4MC é um Jumbo Giannini de alto teor de qualidade, é sem dúvida o violão mais “carinho” da nova trinca da Giannini. Não é para menos, afinal a Giannini esculpiu este instrumento em Maple, madeira que além de oferecer um visual bonito ao instrumento e durabilidade, confere timbres excepcionalmente ricos e versáteis.
Este novo violão Jumbo da Giannini, veio com o timbre tradicionalmente brilhante, mas ganhou um certo ganho nas notas graves, o que faltava nos outros modelos da linha GF4.
Um detalhe legal deste instrumento é o acabamento, muito bem feito. Também com marcações diamantes tipo madrepérola. Como os outros Violões da Trinca, ele também conta com 5 bandas de equalização e saída XLR balanceada.
Pré Amp GS5T da Giannini
Os outros violões da linha Performance da Giannini vem com os sistemas de Captação Tops-5V ou Tops-4V. Mas estes três novos violões receberam um presente da Giannini, que é o seu próprio Pré Amp, o GS5T.
Nele você encontra 5 bandas de equalização (Grave, agudo, 2 médios e presence), mais controle de Volume e uma novidade que é o Phase, que melhora a relação dos médios graves nas casas mais agudas, sem a presença do feedback, oferecendo mais presença e definição no timbre.
Bom este novo sistema de captação, também conta com Afnador Cromático embutido e dois tipos de saída, a tradicional P10 e uma XLR balanceada.
Gostou dos novos violões Giannini? Saiba mais sobre eles, inclusive os preços, clicando no link abaixo:



























